Cineastas iranianos apoiam jovem diretor duramente condenado

O cineasta Keywan Karimi foi condenado por
O cineasta Keywan Karimi foi condenado por “insultos sagrados”. Foto: FAMILY HANDOUT/AFP/Arquivos HO

Cerca de 130 cineastas iranianos escreveram uma carta de apoio a seu colega Keywan Karimi, condenado a seis anos de prisão e 223 chicotadas, antes da revisão de sua apelação prevista para 23 de dezembro em Teerã.

Nesta carta transmitida à AFP, os cineastas se declararam “comovidos” com esta condenação em primeira instância e “esperam” que, na apelação, “sejam desfeitos os mal-entendidos e Keywan Karimi seja absolvido” das acusações de “insulto ao sagrado”.

Entre os que assinaram a carta está Jafar Panahi, vencedor do Urso de Ouro do último Festival de Berlim com seu filme “Táxi”, filmado clandestinamente em Teerã, apesar da proibição de filmar que as autoridades iranianas haviam imposto a ele.

Keywan Karimi, muçulmano sunita originário do curdistão iraniano (noroeste), teria sido condenado por cenas de um documentário dedicado aos grafites políticos nas paredes de Teerã, intitulado “Escrever na cidade”.

“Este filme não tem nada a ver com os temas sagrados” e a acusação não define “quais cenas constituíam um insulto ao sagrado”, afirmou seu advogado, Amir Raeesian.

A carta dos cineastas iranianos é publicada depois de uma campanha internacional de apoio a Keywan Karimi, da qual participaram diretores de cinema franceses, italianos e espanhóis.

Vários jornalistas reformistas e artistas foram detidos recentemente no Irã, acusados de fazer parte de uma “rede” financiada pelos serviços de Inteligência americanos e ajudada por vários países europeus, entre eles Reino Unido, Hollanda e Suécia.

O guia supremo Ali Khamenei, a mais alta autoridade política e religiosa do Irã, adverte com frequência sobre a infiltração “política e cultural” dos Estados Unidos..

Entre os que assinaram a carta está Jafar Panahi, vencedor do Urso de Ouro do último Festival de Berlim com seu filme “Táxi”, filmado clandestinamente em Teerã, apesar da proibição de filmar que as autoridades iranianas haviam imposto a ele.

Keywan Karimi, muçulmano sunita originário do curdistão iraniano (noroeste), teria sido condenado por cenas de um documentário dedicado aos grafites políticos nas paredes de Teerã, intitulado “Escrever na cidade”.

“Este filme não tem nada a ver com os temas sagrados” e a acusação não define “quais cenas constituíam um insulto ao sagrado”, afirmou seu advogado, Amir Raeesian.

A carta dos cineastas iranianos é publicada depois de uma campanha internacional de apoio a Keywan Karimi, da qual participaram diretores de cinema franceses, italianos e espanhóis.

Vários jornalistas reformistas e artistas foram detidos recentemente no Irã, acusados de fazer parte de uma “rede” financiada pelos serviços de Inteligência americanos e ajudada por vários países europeus, entre eles Reino Unido, Hollanda e Suécia.

O guia supremo Ali Khamenei, a mais alta autoridade política e religiosa do Irã, adverte com frequência sobre a infiltração “política e cultural” dos Estados Unidos.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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