Coluna: O péssimo ano das loiras da TV: Eliana, Angélica e Xuxa

Eliana, Angelica e Xuxa

Por Péricles Fonseca

Definitivamente, 2015 não foi um grande ano para os programas da televisão brasileira, em especial, para as loiras da nossa TV.

O trio da infância de milhões de telespectadores, Eliana, Angélica e Xuxa, derraparam não somente na audiência, como também, no conteúdo levado ao ar. O caso de Angélica com o seu global “Estrelas”, ainda pode ser relevado com suas constantes lideranças, mas, fica a reflexão sobre a sua capacidade de derrubar um ponto em relação à atração anterior toda semana.

Analisando o “Estrelas” de Angélica, levado ao ar todos os sábados pela TV Globo, há de chegar a conclusão que, embora a temática seja as “estrelas” do campo televisivo, musical ou esportista, é um programa que passa longe de se identificar com a grande massa que o assiste. O “Estrelas” é um programa que se passa dentro de “condomínios”, mas é assistido dentro das periferias. A imagem da apresentadora cada vez mais elitizada e enraizada dentro de condomínios luxuosos e shopping’s centers, não só a afasta do telespectador mais plateia, como vende, a imagem da apresentadora como exclusiva de pessoas “exclusivas”.

O segundo caso, o programa “Eliana”, levado ao ar pelo SBT todos os domingos, se tornou em definitivo, o terceiro colocado na disputa pela audiência em 2015. “Terceiriana”, como a apresentadora Eliana tem sido chamada nas redes sociais (uma referência a sua nova colocação no IBOPE), não chega a ser um desastre nos quadros produzidos, ou muito menos, em sua audiência, mas está clara a acomodação de sua produção, que diretamente, acaba se refletindo em sua imagem. O “Eliana” atual não lembra nem de longe o “Eliana” nos primeiros anos, desde a sua volta à emissora de Silvio Santos.

Arrastado, o programa consegue se tornar insuportável com alguns minutos no ar. Com quadros longos e desgastados, entrevistas desinteressantes e situações forçadas no palco, à atração tem sido alvo frequente também nas redes sociais, que endossa a necessidade de renovação e reformulação COMPLETA do programa.

Por último e certamente, a maior decepção do ano, o “Xuxa Meneghel” é a mistura do nada com alguma coisa.

Xuxa, na necessidade de sua renovação e na chance de criar algo grandioso, acabou transformando o sonho de sua nova chance na TV, num programa do tamanho de uma formiga que carrega a coroa de uma rainha. Imagine você, leitor, tendo a chance de criar um bom programa para a Xuxa, com carta branca para fazer o que quiser… Você levaria ao ar um quadro que venda os olhos de pessoas para sentar numa cadeira quando a música parar de tocar? Ou pior… Fazer concurso de vídeos da internet, onde no dia anterior, o programa da Eliana fez a mesma coisa? Pois é… Alguém na Xuxa (não se sabe se sua produção ou ela mesma) acha genial levar um programa fraquíssimo no ar.

Mas sabe qual o maior erro destes três programas ? As panelas de diretores e produtores, que se fixam dentro das emissoras de televisão, e que se limitam a eles mesmos, criarem coisas novas. É desse jeito, que programas de tevê cada vez mais decaem e saem do ar, e que novos talentos, que buscam solucionar os seus problemas ou criar novas ideias, são silenciados pelo ego e pela falta de criatividade e noção de seus diretores.

Eliana, Angélica e Xuxa são excelentes, mas seus programas não chegam a ser nem bons. Algo está errado, e não é preciso nem lupa pra enxergar que o problema de seus programas está em cima de um fogão, esquentando, com uma tampa e sem o ingrediente principal: criatividade.


Fonte: Bastidores da TV

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