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Conselho de Ética rejeita pedido de vista e processo contra Cunha continua

Por 11 votos a 9, os deputados do Conselho de Ética decidiram não aceitar o pedido de vista e dar sequencia ao processo. Foto: Antônio Augusto/Câmara dos Deputados
Por 11 votos a 9, os deputados do Conselho de Ética decidiram não aceitar o pedido de vista e dar sequencia ao processo. Foto: Antônio Augusto/Câmara dos Deputados

Por 11 votos a 9, os deputados do Conselho de Ética decidiram não aceitar o pedido de vista e dar sequencia à votação do parecer que vai definir o destino do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O presidente do Conselho, deputado José Carlos Araújo (PSD-BA), submeteu a voto a possibilidade de pedido de vista apresentado pelo deputado Genecias Noronha (SD-CE) que poderia adiar, pela oitava vez, a votação do relatório favorável ao prosseguimento das investigações no colegiado.

O relator Marcos Rogério (PDT-RO) confirmou nesta terça-feira seu voto favorável à continuidade do processo por quebra de decoro parlamentar. “Em um exame formal, não há como desprezar sumariamente o conjunto de provas carreadas ao feito, especialmente por se tratar de documentos públicos, aos quais não se pode atribuir a característica de contraditórios ou irrelevantes quanto ao objeto da representação”, diz o voto complementar de Marcos Rogério. “Não há como, em juízo preliminar, retirar a força indiciária das provas trazidas pelo representante”, emendou.

A sessão esta longe de terminar, devido ao impasse na Casa. O deputado Manoel Júnior (PMDB-PB), apresentou recurso a Comissão de Constituição e Justiça da Casa. Para o deputado Carlos Marun (PMDB-MT) não conceder vistas ao novo relatório abriria um precedente perigoso para Casa. “Teremos cerca de 50 representações contra parlamentares dessa Casa, nos próximos meses. Impedir pedidos de vistas seria cerceamento perigoso a defesa”.

O deputado Julio Delgado (PSB-MG) afirmou que o recurso não suspende a sessão do Conselho de Ética. “Se alguém não pode reclamar de cerceamento de defesa é o presidente Eduardo Cunha. Nesta terça-feira de manhã, houve operação de busca e apreensão na residência oficial do presidente, no escritório político dele no Rio e na Diretoria-geral da Câmara”, protestou Delgado. Ele lembrou que as ações expuseram Cunha, a família dele, a própria Câmara e a igreja, a qual ele é seguidor. “A instituição tem que estar acima do presidente da casa”, pediu Delgado.

*Com agências

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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