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Delegada só deve falar sexta-feira sobre assassinato de menina em escola

A delegada Sara Machado, da Delegacia de Homicídios de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, só deve voltar a falar sobre o assassinato da menina Beatriz Angélica Mota durante entrevista coletiva na próxima sexta-feira. O local e o horário da reunião ainda não foram marcados pela polícia. De acordo com os agentes da delegacia, até lá nenhuma informação sobre o caso será repassada para não atrapalhar as investigações, que segue na fase de diligências.

Na manhã desta segunda-feira a delegada reuniu-se com a equipe de investigadore da especializada. Juntos, eles discutiram as linhas de raciocínio possíveis para esclarecer . A menina de sete anos foi encontrada morta no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora na noite da quinta-feira passada.

De acordo com a agente Jéssica Marques, novos depoimentos estão sendo colhidos para tentar chegar aos autores do crime. Dois homens, um deles ex-presidiário, foram identificados e ouvidos como suspeitos, mas foram liberados por falta de provas. Segundo a agente, os dois não teriam relação com a família ou com a escola. Os nomes não foram revelados. A polícia aguarda o resultado das perícias para tentar encontrar provas contra os suspeitos.

As imagens das câmeras de segurança do colégio ainda não indicaram atitides suspeitas. O material, no entanto, continua a ser analisado. A polícia vai perrciar, ainda imagens de estabelecimentos e ruas próximos à unidade de ensino. “Já temos algumas linhas de investigação, no entanto, ainda é prematuro informar quais delas são as mais prováveis ou qual foi a motivação do crime”, ressaltou a delegada na sexta-feira passada.

Na ocasião, Sara Machado falou sobre as investigações e disse que a garota não foi abusada sexualmente. “Não houve violência sexual, nem tentativa. A garota estava vestida. Por conta disso, a intenção específica era de matar”, afirmou Sara, acrescentando que “nenhuma motivação nessa intenção de matar pode ser descartada.”

Ainda de acordo com a polícia, a menina foi morta no mesmo local onde o corpo foi encontrado. “Pelas informações preliminares da perícia, a criança foi morta naquele local. O Instituto de Criminalística (IC) fez um levantamento no local para identificar estruturas físicas que possam ter impressões digitais, restos de pele ou fios de cabelos”, frisou a delegada. O Diario de Pernambuco entrou em contato com o Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, que informou que estava colaborando com as investigações da Polícia Civil, inclusive já repassando as imagens registradas no momento do evento.

Crime – Beatriz foi assassinada a golpes de faca. O corpo foi encontrado dentro de uma sala de material esportivo desativada. A menina estava acompanhada do pai, o professor de inglês Sandro Romildo, que leciona na escola, e também da mãe, Lúcia Mota, em uma solenidade de formatura. Enquanto as pessoas participavam da festa, a criança desapareceu. O pai chegou a subir ao palco, montado na quadra, para pedir ajuda das pessoas para localizar a filha. A arma usada no crime, uma faca tipo peixeira, foi deixada no corpo da criança.

Com informações do repórter Wagner Oliveira

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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