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Desabastecimento deixa postos do interior de Pernambuco sem gasolina

O cronograma de entregas foi comprometido desde o mês passado, quando foi deflagrada a greve dos petroleiros. Foto: João Velozo/DP.
O cronograma de entregas foi comprometido desde o mês passado, quando foi deflagrada a greve dos petroleiros. Foto: João Velozo/DP.

Postos de combustíveis do interior do estado enfrentam falta de gasolina há oito dias. Barreiros, Palmares, Caruaru e Gravatá são algumas das cidades atingidas pelo desabastecimento. De acordo com o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de Pernambuco (Sindicombustíveis-PE), a falta foi provocada pelo atraso na chegada de navios das trasportadoras, pelo porto de Suape.

Segundo alguns revendedores, a demora atinge o interior pela distância do porto. Os postos mais atingidos são os chamados “bandeira branca”, aqueles que não possuem contrato com uma só empresa para fornecimento de combustíveis. Estes estabelecimentos representam cerca de 60% no interior, de acordo com o Sindicombustíveis.

“Nós estamos pressionando por respostas. O posicionamento que temos é que entre os dias 30 e 31 deste mês o navio estará chegando. Mas cidades do interior já estão há muito tempo sem gasolina e a situação pode atingir a Região Metropolitana. A restrição chega em um momento de fim de ano, quando muitas pessoas viajam e isso nos preocupa”, diz o presidente do Sindicombustíveis-PE, Alfredo Pinheiro Ramos.

De acordo com Pinheiro, outros estados também enfrentam dificuldades, como Alagoas, Ceará e Maranhão. Já no interior de Pernambuco o atraso é considerado caótico para quem revende o produto. “Tenho negócio em Belém de Maria, na PE 120 e no Cabo de Santo Agostinho. A bomba está fechada desde o dia 22 de dezembro e a previsão é normalizar apenas em janeiro”, conta o revendedor de combustíveis Otávio Júnior.

O cronograma de entregas foi comprometido desde o mês passado, quando foi deflagrada a greve dos petroleiros. Para o presidente do Sindicombustíveis, outro motivo é o pouco volume recebido. Com o aumento de 6% nas refinarias, a quantidade na entrega tem diminuído nos postos. “Há um mês percebemos demora na liberação, um pouco de atraso que afetou também na porção que chega às bombas”, completa Alfredo Pinheiro.

A Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP) foi procurada pelo Diario e ainda não se posicionou sobre o assunto.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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