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Descubra como diferentes YouTubers salvaram a terrível Trilogia nova de Star Wars

Da Redação do site Tudocelular.com.br

Com a proximidade do lançamento de Star Wars: The Force Awakens que deve chegar no Brasil na próxima quinta-feira, o mundo parece respirar Star Wars. Tem sido difícil manter as expectativas baixas, especialmente porque JJ Abrams está jogando pesado conosco. O diretor parece mesmo estar pronto para, ao menos em aparência, dar tudo aquilo que os fãs pediram desde o final de o Retorno de Jedi, do elenco original até os efeitos “práticos”.

A verdade é que, apesar de ter os seus fãs, os episódios dirigidos por George Lucas na virada do milênio acabaram se tornando uma referência negativa para a maioria dos entusiastas da velha saga. Não podemos negar que a decepção com a trilogia iniciada por a Phantom Menace é a primeira coisa que nos vem a cabeça quando vemos o grau de empolgação que está sendo formado. Vivemos no Brasil e é difícil imaginar quando um filme ocupou tanto espaço nas capas dos principais jornais do país além de segmentos relevantes na televisão de massas, e isso é apenas quando levamos em conta a mídia tradicional, se olharmos o comportamentode empresas como a Google nos últimos meses, a impressão que temos é que The Force Awakens é o acontecimento da década.

No entanto, desde as recepções duvidosas da primeira trilogia, uma parcela muito grande de fãs decidiu que eles não ficariam parados e, seguindo um exemplo dado pelo próprio George Lucas, eles escolheram que iriam modificar estes filmes para que eles pudessem se tornar um pouco melhores, este artigo é sobre estes fãs e suas revisões.

Nos anos mais recentes, sugestões como a “ordem machete” se tornaram cada vez mais populares, e talvez ainda mais relevante, as edições de fãs também se popularizaram, ao ponto que hoje elas somam milhares de versões na internet, a sua maioria tentando “corrigir” e aprimorar elementos que seus criadores achavam ruins na versão original de George Lucas.

Uma olhada superficial pelos problemas da trilogia

Muito mal já foi falado sobre estes três filmes, e esse não é o objetivo deste artigo, mas fundamentalmente temos que reconhecer que existem três defeitos medonhos que assolaram a primeira trilogia. O mais óbvio e aparente é o péssimo trabalho que foi feito com os efeitos especiais, quase todos 100% baseados em computação gráfica.

Nesse sentido, existe algo engraçado, no que concerne os cenários e locações, apenas A Ameaça Fantasma (The Phantom Menace) ainda se salva por utilizar sets e ambientes mais reais. Por mais que os personagens do filme, como Jar Jar, não se sustentem mais pelos padrões de hoje, a maioria das cenas foi filmada em locais reais, e não em telas azuis. Poucas coisas machucam mais os olhos de quem está vendo os filmes em alta resolução do que os cenários de videogames usados no Episódio II e III. É muito problemático ver que no lugar de filmar os personagens andando em um corredor, eles tem que caminhar por um cenário estranho e artificial.

“Anakin: Você é tão bonita.
Padme: É só porque eu estou muito apaixonada.
Anakin: Não é porque eu estou muito apaixonado por você.
Padme: Então a paixão lhe deixou cego?”

Este é o segundo problema, tão artificial quanto os cenários são as falas dos personagens, um pecado que até afeta um pouco o primeiro filme da série (Uma Nova Esperança em 1977), que também foi dirigido por George Lucas, mas que contou com a sorte de ter um elenco mais experimentador que não seguiu o roteiro ao pé da letra. No fim, ainda que estes filmes possam ter argumentos regulares (não diria bons), a maior parte das falas são terríveis, especialmente quando lidamos com o romance entre Anakin e Padmé.

Para completar, tão ruim quanto as falas é a direção de George Lucas em relação aos atores, que muitas vezes acabaram fazendo performances muito abaixo do padrão de suas carreiras. Lucas não sabe dirigir atores, e isso fica claro ao longo dos episódios I, II e III e é um dos fatores mais detestáveis da nova trilogia. A combinação de má atuação com falas mal escritas torna algumas cenas simplesmente insuportáveis de se assistir.

Felizmente, visando resolver estes problemas é que existem as edições de fãs, que cortam estes momentos ruins e tentam criar filmes mais consistentes com aqueles que vimos na trilogia original. A ideia deste artigo é apresentar algumas das versões mais populares destes filmes tão execrados.

The Phantom Edit

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No ano passado, Topher Grace (de “That 70’s Show”) fez sua própria edição de fã das prequels de Star Wars. Toda a trilogia foi cortada para um filme filme rápido de 85 minutos (levando em conta que no original os três filmes juntos somam 415 minutos dá para imaginar quanta coisa foi cortada). Sua versão ficou famosa em alguns círculos de Hollywood, sendo exibida em projeções privadas, mas nunca viu a luz do dia (para evitar a violação de direitos autorais).

No entanto, a ideia de transformar toda a primeira trilogia em um único filme não é nova, e ninguém foi mais bem sucedido ao fazê-lo quanto o YouTuber, Andrew Kwan, que lançou seu “Star Wars I-III: The Phantom Edit” em sucintas duas horas de duração.

Como Kwan deixou as prequels realmente palatáveis? Ele começou colocando um fim ao Episódio I. A Ameaça Fantasma conseguiu o que muitos achavam impossível: fazer a galáxia mais fascinante jamais retratada parecer algo chato. Não era realmente recomendável misturar o humor pastelão de um personagem como Jar Jar Binks (e todos os sotaques racistas que aparecem nos filmes), com o argumento do filme que girava em torno de uma disputa comercial servindo ao fim de um golpe político no Senado.

No entanto, como é explicado pelos criadores da agora famosa Ordem Machete, o Episódio I realmente não acrescenta nada de muito fundamental à trama que depois não fique claro em suas sequencias. Desta forma, a nova versão do filme começa nos momentos finais da batalha de sabres em Naboo, quando Obi-Wan e Qui-Gon Jin enfrentam Darth Maul.

A ideia é muito interessante, o filme começa em pleno vapor,, com uma cena muito forte, onde podemos ver Qui-Gon Jin ser mortalmente ferido. Após vingar seu mestre, também vemos um jovem Obi-Wan se comprometendo a treinar o menino Anakin.

Isso é tudo que temos de Episódio I no Phantom Edit, ao fim desta cena já estamos no elevador de “O Ataque dos Clones” e dez anos se passaram. O grande foco desta edição é tornar a história de Anakin mais empática para o público, abraçando 100% a ideia de que as prequels existem para mostrar como foi a ascensão e a queda deste personagem. Para fazer isso Kwan se valeu de dois recursos, primeiramente ele cortou todas as falas mais terríveis do Anakin, diálogos onde ele parece metido demais, e até mesmo algumas das suas piores indiretas para a Padmé. No geral, o objetivo foi mostrar um personagem de bom coração, menos babaca, e muito passional.

Para reforçar mais ainda essa tese, ele colocou de volta todas as cenas deletadas de casal do Episódio II, como a visita de Anakin e Padmé à casa de seus pais em Naboo, desta maneira, foi possível desenvolver por mais tempo o relacionamento dos dois e torná-lo mais crível para todos. A ideia é boa e de fato, algumas das cenas perdidas tinham um trabalho melhor em termos de desenvolvimento de personagens do que as que acabaram no filme original (como o clássico discurso “eu odeio areia” do Anakin).

Quem perdeu com isso foram as outras tramas e personagens, como toda a investigação de Obi-Wan no Episódio II que desapareceu por completo, fazendo dos filmes a história de Anakin e Padmé. Apenas vemos nosso primeiro Battledroid quando o casal chega na fábrica dos mesmos. O Episódio 3 segue sendo cortado na mesma linha, o foco ainda é o Anakin e mais uma vez vemos suas piores falas serem editadas para fora do filme.

Qual é o problema do Phanton Edit? O primeiro deles é que o uso de cenas deletadas acaba mexendo de forma visível com o produto final. A qualidade geral destes momentos não finalizados faz um contraste muito grande com os outros setores do filme e acabam gerando incomodo. Outro problema grave é ver um filme de duas horas absolutamente focado na relação entre Anakin e Padmé, discutivelmente a pior parte da primeira trilogia.

Obi-Wan praticamente só aparece quando ele está com Anakin, o que para mim parece diminuir o impacto e o gravitas de seu encontro no Episódio IV. Apesar disso, não podemos negar que a Phantom Edition é um trabalho incrível que praticamente cria um filme novo, bem mais enxuto e focado a partir do velho material de George Lucas. Todo fã deveria conferir.

Star Wars Anti-Cheese Edition

Outro corajoso Youtuber colocou sua versão de toda a nova trilogia na rede, JeremyMWest-Esquire, conseguiu o mérito de deixar o Episódio I realmente assistível. A visão do autor é bastante interessante, e ele consegue criar um sentido de unidade em suas mudanças que permeiam os três filmes. Vamos dar uma olhada mais próxima em cada um deles.

Star Wars: The Phantom Menace Anti-Cheese Edition

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Não dá para acreditar que é possível assistir a esse filme e gostar, mas isso acontece com essa versão. Sim, não só o Episódio I se tornou aguentável, mais do que isso, Jeremy Esquire conseguiu tornar A Ameaça Fantasma o melhor dos três filmes, suas escolhas aqui realmente fizeram diferença.

Primeiro todos os Aliens, como os Nemoidianos e os Gungans, que antes representavam versões tenebrosas de sotaques reais, tiveram suas falas redubladas em um dialeto estranho e legendado. Na legenda o editor optou por colocar versões mas séries e inteligentes destes personagens, além de (no caso de Jar Jar) remover a maioria de suas cenas sozinhas.

Muitas coisas desnecessárias foram cortadas, como a viagem à cidade dos Gungans, as referências aos Midichlorians, a concepção imaculada de Anakin, as piadas mais bobas e muito mais. Até a voz de Rainha Amidala está de volta ao seu tom normal. Muitas das cenas de ação foram editadas para se tornar mais compactas e dinâmicas também. A confusão que era a batalha final (com quatro núcleos simultâneos) foi drasticamente reduzida, mantendo o foco apenas no momentos chaves e ganhando uma nova força como narrativa. Confesso que para mim não existe mais o filme original depois de ter visto esse excelente exemplo de edição de fã.

Star Wars: Attack of the Clones Anti-Cheese Edition

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Esta versão editada de Ataque dos Clones, não é mágica, pelo contrário, ela até ajuda a expor os diferentes problemas do filme, inclusive reforçando a ideia de que ele é o pior de sua trilogia. Este filme, apesar das boas ideias, foi horrivelmente mutilado pelo diálogo horrível e por más atuações, especialmente entre Padmé e Anakin. As cenas dos dois foram drasticamente editadas para tornar Anakin menos chorão e petulante, assim como os momentos mais insuportavelmente açucarados do filme.

Como da outra vez, a voz dos alienígenas mais burros foram cortadas e se tornaram línguas novas com diálogos melhores na legenda. Várias cenas foram removidas completamente, como uma parte da fábrica em Geonosis e felizmente, toda a subtrama do R2D2 e o C3PO durante essa batalha. Existem cerca de 100 outras edições pequenas para apertar as coisas, totalizando uma perda de 20 minutos de filme. Infelizmente, apesar de mais enxuto e agradável, o milagre não se repetiu aqui e o Ataque dos Clones continua sendo um filme bem abaixo da média.

Star Wars: Revenge of the Sith Anti-Cheese Edition

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No geral o capítulo final desta trilogia é o melhor filme entre os três, e foi o menos alterado pelo autor. Pequenas coisas foram mexidas aqui como o Vader gritando “NOOOOOOOOOOOOO!” Algumas das piores falas entre Anakin e Padmé também foram removidas (como a citada lá em cima), e outros detalhes como é o caso do robô que fala que a Padmé “perdeu a vontade de viver”, aqui fica meio intencionado que a personagem morreu pelo trauma causado pelo enforcamento. No total, foram cortados cerca de 15 minutos do filme inteiro.

Honestamente, existem certas edições que me incomodam neste filme, alguns cortes ficaram um pouco abruptos (pelo menos para quem não está vendo pela primeira vez) e mais importante, a luta entre Obi-Wan e Anakin teve alguns de seus diálogos cortados, no lugar de editarem o quão ridícula e longa ela é. É uma pena não ver mais o Obi-Wan dizendo que amava o Anakin e que ele era seu irmão, acho que o final perdeu um pouco de seu gravitas por ter menos diálogo.

No geral, ainda que tenha certas boas soluções, acho que este filme recebeu o pior trabalho de edição entre os três, felizmente ele também era o que menos precisava.

A grande verdade é que este formato Anti Cheese reforça a teoria de que os prequels não são necessariamente irredimíveis: existe um bom material escondido sobre excesso indulgente de porcarias que George Lucas tentou meter nos filmes. Embora eles ainda não cheguem nem perto da trilogia original, eles foram reforçados e melhorados.

What if “Star Wars: Episode I” was good?

Apesar de todas essas edições de fãs, nenhuma se compara as versões propostas pelo canal BelatedMedia. Basicamente, o autor dos vídeos faz um intenso trabalho de correção e reimaginação ao criar um mundo aonde a trilogia nova foi boa. Suas ideias para como deveriam ser os episódios iniciais de Star Wars são tão bacanas que para muitos fãs (incluindo eu) elas já se tornaram canônicas.

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No vídeo abaixo sobre o episódio II, já é possível ver que a repercussão do primeiro episódio foi tão boa que ele conseguiu até um ilustrador para dar mais vida as suas ideias.

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Por fim, o canal Belatedmedia levou mais de dois anos para nos entregar um final aprimorado para A Vingança do Sith. Segundo os autores, sua versão para o terceiro filme será lançada hoje mesmo, no dia 15 de dezembro. As versões criadas neste canal já foram assistidas por mais de seis milhões de fãs, não deixe de ver você também.

Felipe Velloso

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Fonte: Tudocelular.com.br
Notícia originalmente postada pelo site Tudo Celular.

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