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Doar a medula não custa nada, mas salva vidas

Com uma população de nove milhões de pessoas, Pernambuco tem apenas 102.552 inscritas no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), o que corresponde a 1,14% da população. E, desse universo, apenas 26 pessoas já doaram medula, o equivalente a 0,025%. Estimular o aumento das doações é um dos principais desafios da Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea. A iniciativa é do ex-deputado estadual Beto Albuquerque, autor da Lei nº 4. 383/08, que institui a semana nos dias 14 e 21 de dezembro. O ex-deputado perdeu um filho de 18 anos para a leucemia, por falta de um doador compatível.

 Na abertura do evento, ontem, no Palácio do Campo das Princesas, teve início o cadastro para voluntários que desejam integrar o banco de doações. Em Pernambuco há atualmente 35 pessoas na fila de espera por transplante de medula. Na ocasião, o governador Paulo Câmara, o vice-governador Raul Henry e o prefeito do Recife, Geraldo Julio, fizeram o cadastro no Redome. “Quanto mais as pessoas souberem da simplicidade do procedimento de doação, melhor será”, revelou Paulo Câmara.
Para ser um doador é necessário ter entre 18 e 55 anos e não apresentar doenças infecciosas ou hematológicas. Para realizar o cadastro nos demais dias, basta apresentar documento de identificação e preencher um formulário no Hemope.

A pessoa cadastrada no Redome não pode escolher alguém em específico para fazer a doação, exceto no caso de doação entre membros da mesma família. A orientação é que o doador deve ser procurado primeiramente dentro da família do paciente. Entre irmãos do mesmo pai e mãe, a chance de encontrar um irmão idêntico chega a 25%.

“Há dois procedimentos para realizar a operação de medula: uma é pela punção na bacia. A outra pelo método venoso, também conhecido como método de aférese. No primeiro caso, o doador precisa ficar 24 horas no hospital, devido à anestesia. Já no segundo, é necessário apenas três ou quatro horas, podendo ir para casa ao fim”, explicou Josiete Tavares, superintendente de doações do Hemope.

Drama

Em 14 de dezembro de 2007, Beto Albuquerque recebeu um telefonema informando que o filho tinha sido socorrido com sintomas de leucemia. A partir daí foram 13 meses até a morte dele, por não encontrar doador compatível. “O transplante de medula, diferentemente da maioria dos transplante de órgãos, é feito em vida. Hoje somos quatro milhões de brasileiros cadastrados e queremos crescer mais. Nós nunca estamos preparados para receber a notícia de que alguém da família tem leucemia”, ressaltou.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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