Escola Almirante Tamandaré sairá da Vila Naval em 2016

Estudantes, pais de alunos e professores protestaram, ontem, contra o fechamento da Escola Estadual Almirante Tamandaré, que funciona há mais de 40 anos, no bairro de Santo Amaro, no Recife, com cerca de 900 alunos. Durante o ato, os manifestantes deram um abraço simbólico na escola. A unidade de ensino, que funciona dentro da Vila Naval, se tornou alvo de preocupação sobre a sua permanência desde que a Marinha do Brasil anunciou a intenção de comercializar o terreno da Vila Naval. A interrupção do funcionamento da escola, no entanto, foi uma decisão da Secretaria Estadual de Educação.

A escola funciona em regime de cessão no terreno da Marinha. De acordo com o comandante de Mar e Guerra Ricardo Oliveira, foi oferecido um terreno na própria Vila Naval para possibilitar a construção de uma escola mais moderna. “A comunidade fez essa solicitação e eu procurei pessoalmente a Secretaria de Educação para oferecer o terreno na Avenida Cruz Cabugá. E iríamos esperar a nova escola ser construída para ser efetivada essa transferência, quando fomos surpreendidos com essa informação do seu fechamento ”, afirmou.

Em nota, a Secretaria de Educação informou que os estudantes estão com as suas matrículas garantidas para o ano letivo de 2016 e, em razão da demanda da Marinha, “destaca que existe na região uma oferta vasta de escolas próprias do governo que podem atender com tranquilidade a demanda da escola Almirante Tamandaré, inclusive com estruturas mais adequadas, a exemplo das escolas em tempo integral e técnica”, conclui a nota.

A decisão do fechamento da escola resultou numa mobilização pelas redes sociais com abaixo-assinado eletrônico. Enquanto o destino da escola já havia sido definido pela Secretaria de Educação, a Prefeitura do Recife realiza em paralelo as diretrizes do futuro plano urbanístico que está sendo feito em parceria com a Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), onde está inserida a Vila Naval. Nas audiências públicas, já realizadas, a escola sempre esteve em pauta como uma das medidas mitigatórias do futuro empreendedor do terreno da Marinha. “A Secretaria de Educação pode decidir sobre o funcionamento da unidade. Essa questão não interfere nas diretrizes do plano urbanístico”, afirmou o secretário de Planejamento do Recife, Antônio Alexandre.
Para protestar contra a retirada da escola, o movimento #Resiste Santo Amaro denunciou o fechamento junto ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE).

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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