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Exames descartam ligação de zika com bolhas em bebês

Após semanas de investigação, os médicos do Hospital Oswaldo Cruz (Huoc) acreditam estar mais próximos de identificar a causa de uma nova doença que vem intrigando especialistas e assustando mães de bebês com até dois anos em Pernambuco. Exames realizados no Laboratório Central de Pernambuco (Lacen) descartaram a ligação entre as bolhas na pele encontradas em alguns bebês desde o mês de novembro com o zika vírus.

Pelo menos 30 crianças – com idade de dois meses a dois anos – foram atendidas no último mês com quadro de febre, dor e manchas vermelhas na pele, que posteriormente evoluíam para bolhas e feridas. Com o resultado dos exames laboratoriais, segundo os médicos que acompanham os casos, a maior probabilidade é de que a ocorrência seja uma evolução – até então desconhecida – da febre chikungunya.

A médica infectologista do Huoc, Regina Coeli, – uma das primeiras profissionais no Estado a identificar o surto de microcefalia – não escondeu o alívio ao receber os resultados dos exames. “Apesar da febre, e obviamente da dor e do incômodo provocado pelas bolhas e feridas, as crianças não tiveram acometimento neurológico e o seu desenvolvimento está ocorrendo bem, dentro da normalidade. Algumas fizeram o uso de antibiótico outras não precisaram. Mas o fato de não haver complicações neurológicas traz muito alívio para todos nós”, destacou.

Já a coordenadora das enfermarias pediátricas do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) e o do Huoc Nara Cavalcanti, destacou que os profissionais de saúde estão trabalhando para a criação de um protocolo de atendimento para essas crianças.

Segundo o relato das mães dos pequenos pacientes, as bolhas tendem a surgir no terceiro dia do quadro viral e duram pelo menos 10 dias até desaparecerem por completo. A operadora de caixa Lisandra Sales, de 27 anos, comemorou a notícia. Sua filha Joana, de seis meses, é um dos bebês internados no Huoc para tratamento da doença.

“Ela amanheceu com febre e irritada e, dois dias depois, o corpinho estava cheio de bolhas. As bolhas iam estourando uma a uma e no lugar apareciam feridas horríveis. Ela chorava dia e noite. Nos primeiros cinco dias, nem comer ela queria. Mas agora ela está bem melhor. Eu estava com muito medo de que fosse essa zika porque estão dizendo que ela pode dar problemas no desenvolvimento da criança e prejudicar para sempre. Mas agora estou mais tranquila. As médicas e enfermeiras vieram conversar comigo e me acalmaram”, afirmou.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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