Facebook responde críticas à sua maneira de combater o terrorismo

Desde o atentado terrorista organizado pelo Estado Islâmico na cidade francesa de Paris em novembro, o Facebook tem enfrentado uma série de críticas por conta de sua postura na repressão de terroristas online. Nesta quarta-feira, 9, a rede social deu uma nova resposta.

Uma nota oficial publicada por Monika Bickert, chefe global de políticas de produto do Facebook, faz referência a uma petição registrada no site Change.org que pede a revisão de certas práticas adotadas pela empresa. O problema, segundo os críticos, é o tempo que publicações de terroristas permanecem no ar.

“Quando um amante das artes postou ‘L’Origine du monde’, um quadro de Gustave Courbet, no Facebook, sem qualquer surpresa o algoritmo que detecta pornografia o encontrou imediatamente. Mas quando se fala em defender o terrorismo e publicar vídeos de decapitações: sem problemas. Eles aproveitam uma confortável demora até que o conteúdo ou perfil seja apagado”, diz a defesa da petição, que já tem mais de 135 mil assinaturas.

Segundo Monika Bickert, porém, o sistema de moderação de conteúdo do Facebook é muito mais complexo do que o simples sistema que analisa imagens de cunho pornográfico. “Quando algo nos é denunciado, o conteúdo é avaliado por uma equipe global e muito bem treinada de especialistas em dezenas de idiomas”, explicou a executiva.

“A equipe avalia essas denúncias continuamente, priorizando aquelas com relação ao terrorismo para análise imediata. Removemos qualquer pessoa ou grupo que tenha uma missão violenta ou tenha se engajado em atos de terrorismo”, continuou Bickert. Além disso, ela também informou que, em casos de crises locais, funcionários são designados para focar-se apenas naquele fato ou região.

“Muitas pessoas em regiões fragilizadas estão sofrendo horrores inexplicáveis, e que estão longe do alcance das câmeras da mídia. O Facebook oferece a essas pessoas uma voz, e queremos proteger essa voz”, concluiu a executiva. A petição, porém, continua coletando assinaturas.

Via Mashable

Fonte: Olhar Digital
Matéria originalmente postada no site olhardigital.uol.com.br

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