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Geraldo Julio: "Os pobres estão pagando a conta dessa crise"

 (Paulo Paiva/DP)

Apesar da previsão de mais um ano de incertezas, em virtude da crise político-econômica, o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), contará com um reforço financeiro que lhe dá a perspectiva de vislumbrar um 2016 promissor. O empréstimo com o Banco Mundial (Bird) de US$ 220 milhões, algo em torno de R$ 880 milhões, vai ajudar o socialista a acelerar a execução de projetos em andamento na cidade e aumentar a oportunidade de emprego, com a abertura de vagas nos canteiros de obras. “Se esse dinheiro tivesse chegado antes, poderíamos ter vivido um 2015 bem diferente”, frisou. A prefeitura esperava a liberação da verba desde 2014. Em entrevista exclusiva ao Diario, na última quarta-feira, Geraldo falou do esforço para combater o mosquito Aedes aegypti e das ações realizadas este ano, que serão inauguradas nos próximo meses, a exemplo do Hospital da Mulher e do segundo trecho  da Via Mangue (Zona Sul/Centro). Em 2016, o socialista irá concorrer à reeleição. Ele, no entanto, optou por não antecipar o debate sobre a sua participação na disputa. “Não estou com a cabeça focada na eleição neste momento, sobretudo por conta da situação que o país está passando”, justificou. Veja abaixo a entrevista do prefeito.

As dificuldades econômicas deste ano atrapalharam o planejamento da prefeitura ao ponto de ter que correr contra o tempo em 2016 para fazer o que tinha previsto na sua gestão?

Foi um ano que a gente trabalhou ainda mais por conta desse desafio. Não gosto de ficar valorizando problema. Gosto de transformar problema em desafio e, a partir daí, a gente trabalha para enfrentar e resolver. Foi um ano de muita dificuldade. Um ano em que as receitas caíram no governo federal, nos estados e prefeituras. Mas decidimos trabalhar mais para continuar fazendo as transformações. Inauguramos obras (mais de 80) e programas importantes e, ainda, preparamos muita coisa para ser entregue em 2016. Logo no início do ano, iremos entregar ações importantes para a cidade. Agora, é claro que a crise causa consequências na cidade, mas a nossa reação foi trabalhar mais para poder fazer as entregas que a cidade precisa e espera.

Uma dessas entregas é o Hospital da Mulher. Ele já nasce, neste momento de epidemia de microcefalia, como fundamental para dar um suporte a essa situação?

Sem dúvida nenhuma. Estamos tratando de uma questão muito importante. O Brasil vai precisar mudar a convivência com o mosquito Aedes aegypti. As pessoas passaram a conviver com a dengue no Brasil. Este ano, tivemos mais de 1,5 milhão de casos no país. Com o chikungunya é mais difícil de conviver porque, muitas vezes, a doença torna a pessoa incapaz para o trabalho por semanas, meses. Já o zika vírus está causando a microcefalia. Então, não dá. Tem que mudar a forma de combater o mosquito. A ciência está estudando formas modernas, inovadoras para combater de maneira mais eficiente. Estamos mobilizando a sociedade para que a gente possa viver um momento diferente no período de fevereiro a junho, época em que, no Brasil inteiro, registra-se o crescimento da população do mosquito e a transmissão do vírus, também. Nos últimos 30 anos tem sido assim.  O Recife tem hoje a menor população do mosquito Aedes aegypti dos últimos oito anos. Isso acontece por conta do trabalho que foi feito. O Hospital da Mulher chega em um momento muito importante. Na unidade, teremos uma maternidade com capacidade para 400 partos de alto risco e também o atendimento a recém-nascidos. Já estamos fazendo uma revisão dentro do projeto do Hospital da Mulher para que ele tenha uma área voltada especificamente para o atendimento das mães em gestação ou já identificada com o caso da microcefalia. O Hospital da Mulher, portanto, vai chegar em um momento importante. Um reforço a mais para esse atendimento.

Sem contar com os recursos federais, como a prefeitura investiu para promover as ações de combate ao Aedes aegypti?

A gente tem usado a própria estrutura. Temos hoje uma equipe de 600 agentes de endemias que, até o dia 30 deste mês, deve chegar perto de dois milhões de visitas a residências, contando, inclusive, com o trabalho em conjunto com o Exército. Todas as secretarias estão envolvidas nesse trabalho de mobilização, de conscientização e visita. São 44 ações. Agora, quando pedi R$ 29 milhões ao Ministério (da Saúde) foi para um plano específico. Os recursos eram para contratação temporária, por 12 meses, de mais 300 agentes, para infraestrutura (de material, equipamentos e logística) para eles trabalharem, incluindo os insumos como larvicida, além de uma campanha publicitária para mobilização da sociedade. Até porque o governo federal fez uma campanha na TV, mas a gente queria fazer uma campanha regionalizada. A do governo federal ainda está focando no pneu e na garrafa de pet jogada no quintal. Nós queríamos focar na água guardada para o consumo, uma vez que, aqui no Nordeste, sobretudo em Pernambuco, oito de cada dez casos que a gente encontra de focos de mosquito estão na água guardada para consumo em tanque, tonel, caixa d’água. Tem que se fazer uma campanha em cima disso.
 
O senhor não tem como fazer, com recursos próprios, o plano apresentado ao governo federal?

Não tem como fazer. A gente está fazendo outras coisas, somando as ações das secretarias. Fomos às igrejas Evangélica e Católica para pedir a mobilização. Estamos distribuindo uma grande quantidade de material. O povo está sendo conscientizado pelos sacerdotes em todas as igrejas. As escolas particulares, agora na matrícula, fizeram um trabalho importante e vão incluir, assim como as nossas, no currículo pedagógico do próximo ano, a discussão sobre o mosquito e as doenças causadas por ele. Isso é importante porque vai usar as crianças e elas são mobilizadoras em casa. As panificadoras estão distribuindo, na venda dos pães, saquinhos plásticos e de papel com as orientações do combate ao mosquito. Conseguimos que o Exército, que tinha nos ajudado em maio, entrasse nessa mobilização com 200 homens. Então, estamos fazendo essa soma.

Como está a situação dos empréstimos internacionais, a exemplo dos US$ 220 milhões do Banco Mundial? Como pretende aplicar esses recursos?

Essa operação começou em fevereiro de 2013 e foi concluída com o banco em novembro de 2013 e, a partir daí, colocamos para aprovação na Comissão de Fanciamentos Externos (Cofiex). Em fevereiro de 2014, foram feitas as primeiras apresentações para a análise do projeto na comissão. Então, desde fevereiro de 2014 nós poderíamos estar com esse dinheiro liberado. Passaram-se os anos de 2014 e 2015 e, na semana passada, na terça-feira à noite, foi liberado pela Cofiex para a gente poder cumprir os próximos passos. Na quinta-feira, 36 horas depois, eu já estava com o diretor do Banco Mundial. Segunda-feira passada, inclusive, fiz a nomeação do novo chefe do escritório de Brasília (Antônio Barbosa, ex-presidente da Emlurb), que é uma pessoa que tem larga experiência na área de recursos internacionais. Em janeiro, queremos concluir a parte com o banco para poder pegar a autorização final do Ministério da Fazenda. A expectativa é de que, no primeiro semestre, os US$ 220 milhões sejam liberados.

Tem alguma obra já certa para aplicar os recursos?

Pode ser em qualquer uma que esteja em andamento. Vamos ter canteiros de obras contratando gente. É um valor para investimento. Temos, inclusive, uma obra muito importante e estruturante para a cidade, que já temos projeto, licença ambiental e não está acontecendo: a engorda da orla de Boa Viagem. A degradação da Praia de Boa Viagem é uma coisa evolutiva, que não parou. Nós já temos a evolução científica, que foi estudada pelo governo do estado há alguns anos. Temos o projeto pronto de R$ 58 milhões que não foi feito. Mas em todas as outras obras que estamos fazendo, esses recursos podem ser aplicados.

Vai dar tempo de aplicar esses recursos ainda em 2016?

Sim, porque podemos usar em obras que estão em andamento. Não vou precisar abrir licitações para fazer novas. Acho que é um recurso muito importante. Se o governo federal tivesse liberado há um ano atrás, poderíamos ter vivido um 2015 diferente, sobretudo para os trabalhadores. Poderíamos ter contratado muita gente para fazer obras. Seria um outro cenário. O Brasil perdeu este ano 1,5 milhão de vagas de emprego. Vários estados e prefeituras estavam esperando por essa aprovação que a gente conseguiu agora.

O senhor falou em ano de crise. Como a prefeitura fechou 2015 na arrecadação?

Tivemos um impacto muito forte na nossa receita (o Recife arrecadou cerca de R$ 3,5 bilhões este ano, considerando todas as receitas: próprias e repasses). As transferências que recebemos da União estão crescendo menos que a inflação. As transferências que recebemos do estado também estão crescendo menos que a inflação e as nossas também. A gente tem item de receita, como o ISS, por exemplo, que não tem crescimento nem nominal, sobretudo no segundo semestre. Os dados da economia, no primeiro semestre de 2015, se comparados com o segundo semestre, mostram uma mudança muito forte. O segundo semestre foi muito mais duro para o país inteiro e esse impacto chegou nas nossas receitas também. Tudo que a gente recebe da União, do estado e o que arrecadamos tem impacto muito forte. E para 2016 estamos projetando ter o mesmo orçamento. A mesma arrecadação que a gente teve este ano. Sem crescimento nenhum.

Qual sua visão para o ano de 2016? É uma visão otimista ou conservadora?

É uma visão cautelosa porque está difícil fazer projeção. Os economistas não arriscam fazer projeção. As projeções são de que a economia do país vai ter um crescimento negativo novamente em 2016. Então, estamos prevendo não ter crescimento nominal porque fica um jogo entre PIB e a inflação. Se você não tem crescimento do PIB, mas a inflação está presente no país, a arrecadação também sofre um impacto por conta da inflação.

A inauguração do segundo trecho da Via Mangue está confirmada?

No dia 17 de janeiro a gente faz a abertura do trecho de volta (Zona Sul/Centro) e também inaugura a faixa azul da Conselheiro Aguiar, que passou por um processo de recapeamento completo e vai favorecer mais de 50 mil pessoas. Quando inauguramos a primeira parte da Via Mangue, entregamos a faixa azul da Domingos Ferreira, diminuindo o tempo de deslocamento para mais de 50 mil pessoas que passam de ônibus pela área.

Com essa liberação, o que vai ser feito para evitar transtornos no trânsito no entorno do túnel do Pina?

A solução ideal para a Via Mangue era o túnel que passa pela Herculano Bandeira, por baixo da Antônio de Góes, fazendo contorno por trás do Dnit, alargando o trecho por trás do Cabanga e sair já no Joana Bezerra. Essa seria a solução de engenharia mais adequada. Mas o projeto não foi desenvolvido nem faz parte do contrato da Via Mangue. Nós recebemos o contrato assinado sem prever isso. Então, fizemos um conjunto de simulações de engenharia de tráfego com especialistas, e estamos dando a melhor solução para a infraestutura existente. As simulações técnicas mostram que a Via Mangue vai dar um bom resultado, mesmo com esse encontro complexo da Via Mangue com a Herculano Bandeira e a Antônio de Góes.

Na área de mobilidade, alguma novidade para 2016?

Acho que essa ideia de que mobilidade tem que ser feita com investimento em infraestrutura venceu. No mundo inteiro, as cidades já desistiram de fazer isso. Não é com novos viadutos, novas avenidas, novas pontes que está se tratando de mobilidade no mundo inteiro. Esse era um conceito de que está chegando mais carros, então é preciso fazer mais ruas. No mundo inteiro esse conceito mudou. As cidades que melhoram mais a mobilidade e o trânsito fizeram de outro jeito, priorizando o pedestre, os meios não motorizados, como bicicleta, priorizando o transporte público, mudando conceito e princípios. Então, é nesse caminho que vamos.

Como o senhor avalia o Pacto pela Vida no Recife?

Estamos seguindo o resultado do trabalho que está acontecendo no estado. Não estamos conseguido a redução este ano, mas temos procurado ampliar as ações. Recentemente, nomeei 321 guardas municipais para ajudar nesse trabalho. Temos 100 câmeras de segurança funcionando. Metade do parque de iluminação no Recife foi substituído na nossa gestão. A cidade tem 108 mil pontos de iluminação pública, 55 mil são novos que foram colocados na nossa gestão, priorizando as áreas de maior violência. Temos o Projeto Trampolim. Temos um trabalho muito forte de enfrentamento ao crack. Recentemente foi feita uma ação com o programa Foco, que é uma ação de cidadania voltada para formação de meninos para que eles possam atuar dentro das suas comunidades como conscientizador e aconselhador. Eles buscam ajudar os amigos e familiares levando informações para tentar evitar que as pessoas entrem nas drogas. Já formamos 1.160 jovens que estão espalhados nos bairros, chegando onde a prefeitura sozinha não chega. Fizemos também o lançamento do edital do Recife Previne, que são unidades móveis (seis) que estão nos bairros fazendo prevenção em relação ao crack e outras drogas. São coisas que a prefeitura não atuava inicialmente e que atua diretamente agora para fazer a nossa parte na questão do enfrentamento à violência.

Por que não está reduzindo os índices?

No Brasil está crescendo. Pernambuco e Recife viveram momentos muito diferenciados, com redução muito expressiva. Quando a gente vê o mapa de evolução da violência no Nordeste, no estado tivemos período de muita redução, enquanto o Brasil continuou crescendo. Acho que agora o Pacto precisa ser como todos os anos era, analisado, avaliado e ter novas ações implementadas para a gente voltar à curva de redução. O esforço tem que continuar. O desafio cresce.

Quais os próximos passos do Projeto Novo Recife?

Agora é um processo mais interno, onde o empreendedor vai apresentando alguns documentos e as licenças são emitidas.

O senhor tem condições, na sua avaliação, de repetir a performance eleitoral de 2012 em 2016, quando ganhou ainda no primeiro turno?

É verdade que em 2012 nós posicionamos a candidatura com a expectativa de disputar o segundo turno. Essa era a nossa projeção. Com relação a 2016, eu não tenho projeção. Não estou com a cabeça focada na eleição neste momento, sobretudo por conta da situação que o país está passando. Eu ando nas ruas, vou nos bairros, visito comunidades, falo nas rádios, no jornal, na televisão, e eu acho que o que as pessoas esperam de quem está governando é muita dedicação, muito trabalho, para enfrentar essa dificuldade. As pessoas estão sem conseguir pagar conta de energia, sendo despejadas porque não têm como pagar aluguel, o preço do botijão de gás subiu absurdamente, a feira está com inflação de 10%, ninguém segura… Então, estou primeiro preocupado com a nossa cidade, a administração e as necessidades das pessoas do Recife, sobretudo as mais pobres. Porque quem está pagando são os pobres, nos preços dos alimentos, do botijão de gás, na conta de energia… Os pobres estão pagando a conta dessa crise. Isso deve ser o foco de nossas energias. Vamos viver um ano de 2016 muito desafiador. 2015 foi um ano de crise, e a gente trabalhou mais ainda.

O PSB vai decidir em janeiro sobre a questão do impeachment de Dilma. Qual a posição de Geraldo Julio?

Eu mantenho minha posição. A gente é oposição a este governo. Nós rompemos com este governo há quase três anos. Rompemos porque discordamos da condução da política, da economia do país. Colocamos um candidato à eleição presidencial. Uma candidatura com uma proposta diferente desse governo. Fizemos uma campanha democrática durante a eleição para derrotar o governo. No segundo turno, não votamos no governo, por achar que esse governo já estava desgastado. A presidente se reelegeu, o partido se reuniu e tomou a decisão de ficar na oposição. Essa posição foi tomada em novembro do ano passado e está mantida até aqui: nós não somos do governo, somos oposição a ele, discordamos da forma como ele conduz a política e discordamos da forma como ele conduz a economia do país. É um governo que trouxe de volta a inflação, que está conduzindo a economia de forma que 1,5 milhão de pessoas perderam o emprego este ano, governo que está colocando em risco as conquistas sociais. Então, é um governo que não está fazendo bem a esse país. Com relação ao impeachment, eu acho que se fez uma leitura que é: a favor ou contra esse governo. Eu acho isso um erro. Eu acho que essa não é a maneira mais clara de conhecer a posição das pessoas. Nós somos contra este governo. Isso está claro e objetivo. Agora, o impeachment é a apuração e a denúncia da existência de crime de responsabilidade que afaste o governante do poder. Então, isso tem que ser apurado.

O senhor teve um encontro recente com empresários franceses. Qual o plano que a prefeitura tem para aumentar essa proximidade com investidores internacionais em 2016?

A clareza sobre o que a gente pretende para a economia da cidade do futuro… O Recife já identificou que vai construir uma economia mais forte, sobretudo na área de serviços modernos, isso já ajuda no processo de atração de investimentos. A outra coisa, e aí é algo que trago da convivência com Eduardo (Campos), é a linguagem que falamos com o investidor. O investidor é acostumado a chegar no país e a conversar com serviço publico em uma linguagem completamente desconhecida. Ele não compreende direito o que o gestor público está dizendo, dando, oferecendo, se comprometendo. A gente sempre preparou pacotes muito claros do que será ofertado ao investidor, caso ele decida vir para cá. Isso tem dado muito certo em Pernambuco. Conseguimos sempre conversar na mesma linguagem. Isso a gente tem trazido para o Recife. O fato de ter conseguido em 2015 a abertura da maior unidade de Tecnologia da Informação do Brasil, a Accenture, com 600 novas posições de engenharia de software, é muito marcante. A Accenture decidiu investir em uma unidade nova de engenharia de software no Recife em um ano de crise. Isso aconteceu também porque a gente viu nessas empresas de atuação global a oportunidade de fazer novos investimentos aqui no Brasil. Porque com o dólar em alta, deixa nosso destino competitivo. Então, disputar uma planta com a Índia, por exemplo, para nós é competitivo. Outra coisa é a decisão do grupo Fiat Chrysler, que viu aqui uma relação muito sinérgica. Então é essa aposta que a gente faz. O tipo de relação, a conversa e os compromissos assumidos aqui com a iniciativa privada são feitas de maneira diferente do que eles encontram em outras cidades.

O senhor criticou a condução político-econômica do país. Dentro do universo do Recife, o que tem sido feito para minimizar essa crise a curto prazo?

Eu acho que tem um erro na questão da condução do país. Tivemos a redemocratização, depois a estabilidade econômica e depois uma política de inclusão baseada no consumo. Foi isso que aconteceu. Eu acho que o modelo se esgotou. Quando acabou a crise de 2008/2009, o Brasil deveria ter entrado em outro ciclo, no qual deveria ter investido fortemente em educação e em infraestrutura. Mas o Brasil não conseguiu investir em infraestrutura. O Brasil aprofundou a fórmula. Quando viveu o momento que precisava preservar o emprego, repetiu a fórmula de mexer no IPI da linha branca, dos automóveis e a taxa de juros é uma das mais altas do mundo. O consumo desacelerou. Aqui, a gente não mexe na macroeconomia, mas o município tenta minimizar os impactos que isso vem gerando. Por exemplo, abrimos três agências de emprego este ano. Semana passada formei três mil pessoas em cursos profissionais oferecidos pela prefeitura. Oferecemos dez mil vagas de formação profissional. Conseguimos melhorar esses cursos porque tínhamos uma evasão de 60%. Este ano deu 10%. Ampliamos também a capacitação profissional, abrimos novas agências de emprego. Então, a gente ampliou muito e foi até o final. Abriu oportunidades com o Prouni Recife, de jovens que ficaram sem perspectiva. O Passe Livre ajuda a diminuir a evasão escolar. Mesmo com crise, esses programas se mantiveram e, nas obras que mantivemos, são geradas mais de quatro mil empregos.

Algum pacote fiscal em vista para entrar em vigor?

Estamos fechando o ano. O fechamento fará com que tenhamos dados definitivos, e em janeiro vamos atualizar as projeções para 2016. É possível que seja preciso fazer alguns ajustes, ainda, e não iremos hesitar em fazer. O que precisar ser feito em função do fechamento de 2015, faremos no início de 2016.

[embedded content] Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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