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Greve em aeroportos chega ao terceiro dia no Chile

Greve afeta terminal de Arturo Merino Benitez, no aeroporto internacional de Santiago, no Chile. Foto: Martin Bernetti/AFP Photo
Greve afeta terminal de Arturo Merino Benitez, no aeroporto internacional de Santiago, no Chile. Foto: Martin Bernetti/AFP Photo

Os aeroportos do Chile viviam, neste sábado (19), o terceiro dia de uma greve de funcionários do setor aeronáutico com vários terminais paralisados, situação que forçou as companhias aéreas a cancelar voos locais.

Na sexta-feira à noite, os funcionários da Direção Geral da Aeronáutica Civil (DGAC) decidiram continuar em greve por tempo “indeterminado”.

Os controladores aéreos desistiram de se somar à medida e trabalham normalmente, mas a maioria dos responsáveis pela segurança, meteorologia e transporte de volumes aderiu à greve.

“De acordo com a indicação das autoridade, a operação se manterá em sete aeroportos do país: Iquique, Antofagasta, Calama, Santiago, Temuco, Puerto Montt e Punta Arenas, o que corresponde a 64% da nossa operação dentro do Chile”, declarou a Latam, em um comunicado no qual anunciou um novo “cancelamento parcial” de voos internos por parte da companhia.

“Os voos internacionais serão mantidos, embora possam apresentar alguns atrasos em seus itinerários”, acrescentou a maior companhia aérea da América Latina, em uma nota.

Outras companhias também farão ajustes em suas operações, nesse período marcado pelo alto fluxo de passageiros em função das festas de fim de ano.

Longas filas
A Copa Airlines informou que manterá suas operações, mas que pode apresentar esperas maiores do que normal. Já a local Sky cancelou 27 voos domésticos.

No aeroporto de Santiago, principal terminal aérea do país, os efeitos da paralisação eram visíveis nas longas filas e na irritação dos passageiros com o cancelamento dos voos.

A extensão da greve foi anunciada pelo presidente da DGAC, José Pérez, antecipando que a mobilização se manterá “até que o governo responda coisas concretas”.

Os trabalhadores pedem para ser excluídos das Administradoras de Fundos de Pensão (AFP) e incorporados ao sistema de aposentadoria das Forças Armadas.

O ministro chileno da Defesa, José Antonio Gómez, disse que é “inconcebível que os chilenos sejam feitos reféns para, na verdade, buscarem benefícios que vão muito além do que todos os chilenos têm”.

A DGAC conta com cerca de 3.000 funcionários em todo o país.

A Ilha de Páscoa e Aysén (sul) foram particularmente afetadas pela greve. Popular destino turístico nesta época do ano, a ilha sofre com a paralisia de seu terminal aéreo, o qual deixou turistas e moradores em Santiago, à espera de uma conexão. Diferentemente de outras regiões do país, é impossível chegar à ilha via terrestre.

O governo prometeu fazer pontes aéreas para Aysén e voos humanitários para a Ilha de Páscoa.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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