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Já vimos: Novo Star Wars é prato cheio para gerações novas e garantia de emoção para fãs antigos

Vilão Kylo Ren enfrenta Finn e Rey em cena de Star Wars: O Despertar da Força. Foto: Disney/Diuvlgação
Vilão Kylo Ren enfrenta Finn e Rey em cena de Star Wars: O Despertar da Força. Foto: Disney/Diuvlgação

Imagine que você tem em suas mãos a missão de atualizar a franquia cinematográfica de maior sucesso na cultura pop, sendo você também um grande fã da mesma. Pois é. Os últimos meses não devem ter sido nada fáceis para J.J. Abrams. Mas mesmo após altas expectativas dos fãs e a pressão extra causada pelo fracasso crítico da última trilogia Star Wars (1999-2005), tanto J.J. como nós, fãs, podemos dormir tranquilos. O Despertar da Força, que chega aos cinemas nesta quinta-feira (17), não só faz jus ao peso da marca Star Wars, como é possivelmente o melhor filme do ano. O sentimento de familiaridade chega já nos primeiros instantes, quando surgem os dizeres: “Há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante…”, seguido da música clássica de John Williams. Nas primeiras sessões, exibidas já à meia-noite, fãs em êxtase vibravam e gritavam a cada referência à trilogia clássica. Mas não se engane, estamos vendo algo completamente novo. O primeiro ato do filme, inclusive, é dedicado principalmente aos protagonistas Rey (Daisy Ridley), Finn (John Boyega), Poe Dameron (Oscar Isaac) e o vilão da vez, Kylo Ren (Adam Driver).

Ambientado 30 anos após os eventos de O Retorno de Jedi (1983), a trama mostra que nem tudo deu tão certo quanto parecia ao final da trilogia clássica. O Império do Mal foi derrotado, mas os soldados remanescentes agora atendem pelo nome de Primeira Ordem, sob o comando do misterioso Supremo Líder Snoke (Andy Serkis). O que move a trama, basicamente, é a busca por Luke Skywalker, desaparecido há tempos, após perder um aprendiz Jedi para o Lado Negro (relaxe, isso não é spoiler).

De cara, o que mais se destaca é o uso de efeitos práticos em cena. Criaturas, naves, batalhas, tudo parece muito mais real e coerente do que o enfadonho excesso de computação gráfica na trilogia dos anos 2000. Ver o simpático dróide BB-8 rolando pelo deserto e saber que aquilo é de verdade, por exemplo, chega a emocionar. O robôzinho, aliás, é fácil um dos personagens que mais cativam a audiência, provocando risadas e momentos “owwwn” na plateia.

Rey (Daisy Ridley) e Han Solo (Harrison Ford) em cena de O Despertar da Força. Foto: Disney/Divulgação
Rey (Daisy Ridley) e Han Solo (Harrison Ford) em cena de O Despertar da Força. Foto: Disney/Divulgação

Nosso contrabandista favorito
Se na trilogia clássica (1977-1980), Han Solo era aquele coadjuvante sacana, o mercenário cafajeste, mas de bom coração que todos nós queríamos ser, agora, a maturidade e a experiência dão o tom. As brincadeiras e tiradas sarcásticas estão lá, mas a atuação de Harrison Ford transforma Han em um personagem calejado e sábio, agindo como espécie de mestre para os novos heróis. Antes um descrente na Força e no Jedi, agora ele os aceita e respeita.

Um dos pontos que causa um certo incômodo, no entanto, é a repetição de alguns elementos já estabelecidos nos filmes anteriores. A missão principal, por exemplo, é praticamente a mesma: a Primeira Ordem desenvolve uma arma capaz de aniquilar um planeta inteiro e cabe aos pilotos da Resistência derrotar a nova ameaça. Incomoda também a subutilização de personagens que tinham grande potencial, como a Capitã Phasma de Gwendoline Christie (Game of Thrones), desperdiçada em pouquíssimas cena, e o militar General Hux (Domhnall Gleeson). Fica a torcida para que nos episódios seguintes, os dois sejam mais desenvolvidos.

“Vou terminar o que você começou”
Quem se destaca desde os trailers é, claro, Kylo Ren e seu sabre de luz com guarda. Não só é uma das armas mais bonitas do universo Star Wars, como também, graças a Yoda, J.J. Abrams não perde tempo explicando por que (ou como) ele fez um sabre assim. Interpretado pelo excelente Adam Driver (Girls), Ren é um vilão diferente. Sim, ele é implacável e não poupa esforços para conseguir o que quer, mas também passa o tempo todo uma sensação de conflito. Sem entregar detalhes, mas há mais tons de cinza por baixo daquela máscara do que os olhos podem ver.

No geral, o filme é uma bela homenagem aos fãs da trilogia clássica. É difícil não escorrer uma lágrima ao rever Leia, C-3PO, R2-D2, Chewbacca e, claro, nosso Luke Skywalker. E acredite, a ausência dele em todos os trailer e materiais promocionais do longa faz toda a diferença na hora da revelação. Para os fãs mais antigos, um grande tributo, para os novos fãs, uma nova oportunidade de embarcar no universo SW, do jeito que deve ser. Esqueça midichlorians, esqueça Jar Jar Binks. Quando você sair do cinema, vai esquecer a trilogia e nova e se questionar: falta muito para o Episódio VIII?

[embedded content] Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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