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Líderes da África Ocidental estudam proibição do véu integral para prevenir atentados

ABUJA – Os líderes da região da África Ocidental acordaram em reunião, em Abuja, tomar “medidas apropriadas para proibir qualquer roupa que dificulte a identificação das pessoas”, o que repercutirá no uso de véu islâmico integral, declarou nesta quinta-feira o presidente da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao), Kadre Desire Ouedraogo.

A medida permitirá ao pessoal de segurança identificar mais facilmente as mulheres, caso estejam portando explosivos.

A República do Congo foi o primeiro país a proibir o uso de véu integral em maio. Em seguida foi a vez do Chade, em junho, e Camarões e Níger adotaram a medida em algumas regiões em julho, após vários atentados suicidas cometidos por mulheres.

O grupo islamita nigeriano Boko Haram  utilizou em inúmeras ocasiões mulheres, inclusive meninas, para cometer atentados suicidas.

O último atentado suicida do grupo ocorreu na quarta-feira em Mafa, no nordeste da Nigéria, onde quatro jovens que usavam cintos com explosivos atacaram um posto de controle militar. Segundo uma autoridade local, eram meninas de 9 e 12 anos.

Em alguns casos, as meninas aparentemente desconhecem que levam explosivos e os mentores dos ataques detonam os artefatos por comandos à distância, segundo Leila Zerrougui, representante especial da ONU para crianças em conflitos armados.

“Algumas vestimentas que tornam impossível a identificação das pessoas podem, de alguma forma, entorpecer consideravelmente as ações preventivas de preservação da segurança das pessoas e dos bens”, asseguraram os 15 dirigentes da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao) em seu comunicado.

Os países terão que que agir coordenadamente “levando em conta sua própria situação e ambiente cultural”, segundo o presidente da Cedeao.

O Islã é a religião amplamente majoritária em toda a região do Sahel, que atravessa o ocidente da África, mas o uso do véu islâmico difere muito, segundo os países.

Enquanto no Senegal é um fenômeno marginal, cada vez mais mulheres o usam em países como  como Guiné, Burkina Faso e Costa do Marfim.

No Gabão, a polícia recebeu ordens de aumentar a vigilância das mulheres usando este tipo de vestimenta.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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