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Netflix mantém seu domínio e está aos poucos matando o BitTorrent na América do Norte

Da Redação do site Tudocelular.com.br

Não é nenhuma novidade que o Netflix tem dominado o mercado de streaming on-line em muitos países onde está disponível. De acordo com dados recentes, compilados por Sandvine, que mediu os dados relacionados ao tráfego de banda medido durante as horas de pico, a plataforma de streaming agora representa 37.05% do tráfego de Internet na América do Norte.

Para verdadeiramente compreender o que essa estatística significa no mercado de streaming, considere que a largura de banda consumida pelos usuários do Netflix durante horários de pico é maior que as bandas usadas no Amazon Prime, YouTube, Hulu e iTunes juntos. Com efeito, o serviço que mais se aproxima em correspondência à Netflix é o YouTube, que vem em segundo, com uma quota de 17.85% do tráfego da Internet.

Streaming de vídeo tem crescido em um ritmo tão rápido na América do Norte que o serviço líder em 2015, Netflix, agora tem uma parcela maior de tráfego que todo streaming de áudio e vídeo fizeram cinco anos atrás.

Mais amplamente, o gráfico abaixo mostra que 70% da largura de banda downstream é associado com os serviços de streaming de áudio e vídeo.

Enquanto a largura de banda de sites como Netflix, YouTube, e Facebook aumentou nos últimos meses, os sites que tiveram os maiores ganhos foram Amazon Video e Hulu, com 3,11% e 2,58%, respectivamente, indicando claramente que ambos serviços estão se tornando mais populares com os telespectadores, na América do Norte.

O mais interessante no relatório Sandvine – principalmente para as companhias de entretenimento – é rapidez com que o BitTorrent está desaparecendo em termos de relevância entre os hábitos dos usuários. Os dados apontam que o uso de BitTorrent está entre 5% do tráfego total da Internet na América do Norte, lembrando que os sites de compartilhamento de arquivos por volta de 2011 foram foram responsáveis por 22% do tráfego da Internet. Voltando um pouco mais no tempo, esses conteúdos de arquivos representavam cerca de 33% do tráfego da Internet em 2008.

Isso reforça o que se tem dito sobre serviços como o Netflix: sua praticidade e facilidade em obter uma ampla gama de conteúdos a custo bem acessível e em boa qualidade de imagem contribui muito para a queda dos downloads piratas. Ou seja, como muitos “piratas” diziam antigamente: “abaixa o preço que os fãs compram”.

Falando sobre isso, a Sandvine abordou o assunto da mudança de comportamento entre consumidores.

As pessoas mudaram suas atividades para streaming em relação ao compartilhamento de arquivos, assinantes obtém conteúdo de qualidade a um preço razoável e é absolutamente simples de usar, considerando que torrent ou compartilhamento de arquivos é um pouco mais complicado.

Curiosamente, os dados parecem muito diferente quando se trata de largura de banda móvel, com o YouTube e Facebook, dominando com uma quota combinada de 36,74%. O Netflix, entretanto, fica apenas com um compartilhamento de 3,44%.

Isso provavelmente demonstra que os usuários que curtem assistir filmes, séries e desenhos preferem, amplamente, fazê-lo no conforto de suas casas, em uma boa tela de PC ou mesmo na televisão. Nada de telinhas móveis. Já os smartphones e tablets parecem ser os preferidos para curtir vídeos rápidos e clips, pelo YouTube e Facebook. A rede social é responsável por mais de oito bilhões de vídeos visualizados diariamente.

Fonte: Tudocelular.com.br
Notícia originalmente postada pelo site Tudo Celular.

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