Últimas

Noronha pode ganhar placa de alerta de ataque de tubarão

A praia do Sueste pode ganhar uma placa de alerta de ataque de tubarão, como as instaladas em Boa Viagem. Foto: Thais Arruda/ DP
A praia do Sueste pode ganhar uma placa de alerta de ataque de tubarão, como as instaladas em Boa Viagem. Foto: Thais Arruda/ DP

A praia do Sueste, no Arquipélago de Fernando de Noronha, pode ganhar uma placa de alerta de ataque de tubarão parecida como as instaladas na praia de Boa Viagem, no Recife. A decisão no entanto, só será tomada na próxima segunda-feira, durante reunião entre representantes do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O encontro, ainda sem hora definida, será realizado em Noronha. Até lá, o mergulho no local só é permitido das 10h às 15h e acompanhado por um condutor de mergulho.

De acordo com Assis Lins, gerente da unidade de gestão costeira da CPRH, a placa, caso seja instalada, tratá especificidades da área, como a necessidade de cuidados com a correnteza marinha e risco de acidentes com águas vivas, muito comuns na localidade. A coronel Ramalho, presidente do Cemit, acrescentou que, no ano passado, bombeiros morreram afogados na Baía do Sueste, levados pela correnteza.

Ataque aconteceu na Praia do Sueste. Foto: Teresa Maia/DP
Ataque aconteceu na Praia do Sueste. Foto: Teresa Maia/DP

A medida, no entanto, deverá ser tomada, após o primeiro caso de ataque de tubarão registrado em todo o arquipélago. No dia 21 de dezembro, o turista do Paraná, Márcio de Castro Palma da Silva, de 33 anos, teve a mão e parte do antebraço direito arrancados pelo animal, enquanto mergulhava com snorkel na Baía do Sueste.

As informações foram divulgadas na manhã desta quarta-feira durante reunião do Cemit no auditório da Secretaria de Defesa Social (SDS), no bairro de Santo Amaro, no Recife. Na ocasião, o órgão adiantou que continua a acreditar que o turista paranaense tenha sido mordido por um tubarão da espécie Tigre.

Uma semana antes, foi encontrada na mesma praia uma tartaruga sem a cabeça e sem grande parte do casco. Os pesquisadores estão certos de que só um Tigre teria uma mordida capaz de quebrar um casco tão forte. Além disso, o cel Ramalho também lembrou que todos os ataques registrados no Recife tiveram envolvimento das espécies  Tigre ou Cabeça Chata. O Cemit acrescentou que já existe um projeto de monitora os tubatões Tigre em Noronha e estuda a ida dessa espécie ao arquipélago.

Ataques – Este é o 61º ataque de tubarão em solo pernambucano. Já foram registradas 24 mortes por este tipo de ataque desde 1992. O último caso havia ocorrido na Praia Del Chifre, em Olinda, Região Metropolitana do Recife, e deixando ferido o surfista Diego Gomes Mota, de 23 anos. Ele foi atacado na face anterior da coxa esquerda, enquanto estava no mar com dois amigos.


Já a última morte ocorreu em julho 2013, quando a estudante paulista Bruna Silva Gobbi, de 18 anos, foi atacada na Praia de Boa Viagem enquanto nadava a cerca de 20m da faixa de areia. Ela foi mordida na coxa esquerda e, além de perder muito sangue, sofreu paradas cardiorrespiratórias durante o seu atendimento. Bruna, que morreu na noite do mesmo dia do ataque, foi levada a UPA da Imbiribeira, na Zona Sul, e posteriormente ao Hospital da Restauração (HR), no Derby, área central do Recife.

Com informações da repórter Thaís Arruda

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *