Novo protocolo permite baixar torrents diretamente do navegador

Um aluno da Universidade de Stanford nos Estados Unidos mostrou recentemente uma tecnologia que pode revolucionar os torrents. Chamado de WebTorrent, o protocolo permite que os usuários façam o download ou upload de arquivos via torrent sem precisar de um programa separado.

Feross Aboukhadijeh, o desenvolvedor da ideia, ressalta que o WebTorrent “é escrito completamente em JavaScript – a linguagem da rede – e usa WebRTC para transportar dados entre usuários”. Ele montou também um site por meio do qual usuários podem testar o novo protocolo: basta pegar um info hash ou um link magnético de algum torrent e ver o download acontecer pelo navegador.

Além de permitir compartilhar arquivos mais facilmente sem a necessidade de um programa especializado, o WebTorrent também permitirá a existência de serviços e páginas que operam totalmente de maneira compartilhada.

Possibilidades

Segundo o criador, essa tecnologia, ao facilitar o uso de torrents, permite “dar os primeiros passos para descentralizar a internet”. Uma das possibilidades geradas por ela seria criar um “Youtube peer-to-peer no qual os espectadores ajudassem a hospedar o conteúdo do site”.

Embora o principal atrativo do protocolo seja a possibilidade de se baixar torrents direto de navegadores, como o Google Chrome ou o Mozilla Firefox, Aboukhadijeh garante que os links gerados a partir do WebTorrent também funcionam com clinetes de torrents tradicionais, como o Vuze e o uTorrent. 

De acordo com o TorrentFreak, o Netflix chegou a entrar em contato com Aboukhadijeh para avaliar o uso de sua tecnologia para realizar o streaming de vídeos. A tecnologia permitira que o serviço economizasse dinheiro com servidores, já que partes de seus filmes e séries poderia ser baixado diretamente das máquinas de usuários próximos.

O uso dessa tecnologia permitiria também agilizaria os downloads e melhoraria a qualidade da transmissão. Segundo o criador do protocolo, “se o Netflix usasse o WebTorrent, os usuários veriam vídeos com uma qualidade maior durante os horários de pico”.

Fonte: Olhar Digital
Matéria originalmente postada no site olhardigital.uol.com.br

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