Para viver mais tempo é melhor ser deputado do que chefe de Estado

Registro de uma reunião da Câmara dos Lordes, em Londres. Foto: POOL/AFP ADRIAN DENNIS
Registro de uma reunião da Câmara dos Lordes, em Londres. Foto: POOL/AFP ADRIAN DENNIS

Governar um país pode aumentar o risco de morte prematura, enquanto a atividade parlamentar permitiria viver por mais tempo, especialmente se o indivíduo é um lorde inglês, indicam dois estudos.

Em sua tradicional edição de Natal, na qual são publicados vários estudos curiosos, a revista The British Medical Journal mostra uma pesquisa americana que compara a idade da morte de 269 governantes de 17 países – entre 1722 e 2015 – com a de 261 candidatos que nunca foram eleitos.

Levando em consideração vários fatores (sexo, idade, expectativa de vida…), os pesquisadores concluíram que os líderes viveram, em média, 2,7 anos a menos que os candidatos derrotados.

Os governantes “têm uma mortalidade significativamente acelerada na comparação com os candidatos não eleitos”, afirma o estudo.

Os resultados, no entanto, dizem respeito quase que exclusivamente a países europeus, Estados Unidos e Canadá.

Em outro estudo publicado na mesma edição, pesquisadores britânicos analisam a mortalidade de quase 5.000 integrantes das duas câmaras do Parlamento britânico, comparada com a da população do país, entre 1945 e 2011.

Eles descobriram que a taxa de mortalidade dos deputados era 28% inferior a da população em geral, e inclusive de 38% quando são considerados apenas os integrantes da Câmara dos Lordes, cujos cargos podem ser vitalícios.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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