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Prefeitura de Piaçabuçu cancela festa de réveillon

Abalada pela crise econômica, a prefeitura de Piaçabuçu não irá realizar queima de fogos nem festa de réveillon este ano. Na tarde desta segunda-feira, dia 28, o prefeito Dalmo Santana Júnior (PSB) e o secretário de Finanças, Antônio Valério estiveram reunidos e após fazer a avaliação do investimento necessário para a realização da festa decidiram pelo cancelamento do evento.

Segundo informações da assessoria da prefeitura, “a decisão foi tomada como medida de contenção de gastos, devido ao agravamento da situação financeira que afeta cidades de todo o país, levando inclusive o Governo Federal a anunciar medidas que afetam todos os setores da economia, trabalhadores e municípios”.

De acordo com Dalmo Santana Júnior, Piaçabuçu não está com condições de promover o evento em circunstância da grande redução de receita. O gestor municipal lamentou a não realização da festa e disse que em tempos de crise é preciso priorizar pagamentos nas áreas da saúde, educação, Assistência social e outros serviços essenciais.

Ainda sobre dificuldades, o prefeito informou que o Governo Federal vem reduzindo os recursos e isso tem gerado instabilidade financeira na maioria dos municípios, incluindo Piaçabuçu. “Hoje, se o gestor não tomar cuidado, a prefeitura entra em falência. Já existem várias prefeituras no país inteiro falidas, que não têm mais o que fazer”, argumentou.

A resolução do prefeito atende também a orientação da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Conforme a publicação feita na 2ª quinzena de dezembro, onde o cenário esperado não é nada bom.

As prefeituras receberam o primeiro decêndio de dezembro nesta quinta. O montante bruto foi de R$ 2.616.375.813,23, e cifra já foi 25,17% menor que o valor repassado no mesmo mês do ano anterior. Para a segunda e terceira transferências do mês, a Secretaria do Tesouro Nacional (STN), prevê valores de R$ 1.709.563.500,00 e R$ 2.023.515.000,00, respectivamente.

Cenário

Para o início de 2016, a previsão da STN foi de nova redução nos repasses de janeiro e aumento em fevereiro, em comparação com 2015. Segundo os dados, para janeiro é esperado forte impacto negativo de 17,2% e para o mês de fevereiro a estimativa sinaliza crescimento de 3,8%.

A partir da divulgação dos dados da STN, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, faz o seguinte alerta aos prefeitos: “apesar de os meses de dezembro, janeiro e fevereiro serem os melhores do ano em arrecadação, as novas estimativas trazem preocupação. É fundamental todo cuidado e prudência na execução das despesas, uma vez que a receita está estagnada no momento”. Ziulkoski lembra ainda que 2016 é ano de eleições municipais e os gestores devem redobrar a atenção com suas despesas.

Para o prefeito Dalmo Santana Jr.. “É uma medida extrema, mas necessária. Em tempos de crise temos que priorizar o que é mais importante. Não queremos comprometer pagamento de servidores, de fornecedores, a prestação de serviços básicos e a realização de pequenas obras”, lamentou.

 

Por Cadaminuto

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