Últimas

Premiê dinamarquês admite vitória do não em referendo sobre UE

O primeiro-ministro dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, em Le Bourget, durante conferência climática na França. Foto: AFP THOMAS SAMSON
O primeiro-ministro dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, em Le Bourget, durante conferência climática na França. Foto: AFP THOMAS SAMSON

O primeiro-ministro dinamarquês, Lars Lokke Rasmussen, reconheceu ontem à noite a “clara” vitória do “não” no referendo sobre uma maior participação do reino escandinavo nas políticas europeias em matéria de justiça e polícia.

“É um ‘não’ claro (…). Respeito totalmente a decisão dos dinamarqueses”, declarou Rasmussen em entrevista coletiva.

Defendido pela extrema esquerda e pelo Partido do Povo Dinamarquês (eurocético), o “não” obteve 53,1% dos votos, contra 46,9% para o “sim”, após a apuração de todas as urnas.

Os dinamarqueses deviam decidir se o país manteria, ou não, as exceções em cooperação judicial e nos assuntos internos obtidas em 1992, depois da rejeição da Dinamarca ao Tratado de Maastricht.

Venstre, o partido liberal do primeiro-ministro Lais Lokke Rasmussen, e a principal formação de oposição socialdemocrata defendiam o “sim”.

“O ‘sim’ é pela segurança, porque garante que poderemos fazer parte da (Escritório Europeia de Polícia) Europol e cooperar na luta contra o crime”, havia assegurado Rasmussen.

Os eurocéticos do Partido Popular fizeram campanha pelo “não” com o lema “Mais UE? Não, obrigado”.

Segundo as legislativas de junho, este partido xenófobo temia que, a longo prazo, a Dinamarca pudesse perder o controle sobre a política migratória.

Essa preocupação é compartilhada por muitos dinamarqueses, que temem o sistema de cotas de “divisão” de migrantes da União Europeia, ainda que a Dinamarca tenha acolhido consideravelmente menos pessoas do que sua vizinha Suécia este ano.

O governo reduziu recentemente à metade a ajuda aos solicitantes de asilo que não têm filhos, e tem publicado anúncios na imprensa do Líbano para dissuadir a ida de emigrantes à Europa.

“Trata-se do ceticismo geral sobre a UE, do medo com a burocracia, e entendo isto muito bem”, disse Rasmussen antes da divulgação dos resultados.

A Dinamarca entrou para a União Europeia em 1973, mas sempre defendeu sua soberania e foi reticente em relação a certas políticas europeias.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *