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Primeiras impressões: Snapdragon 820

Da Redação do site Tudocelular.com.br

A Qualcomm é uma das empresas mais conhecidas em construção de SoC, ou chips, mas que escorregou ao não controlar o aquecimento do Snapdragon 810 e abriu espaço para concorrentes – como a Samsung e seu Exynos, e até a LG que tem planos de chip próprio. Com o 820 a empresa de San Diego tem a oportunidade de recolocar seu nome novamente no topo do desempenho e, justamente para isso, o TudoCelular foi convidado para ir até San Diego, no quartel general da Qualcomm, para conhecer de perto tudo que o novo SoC é capaz.

Vale lembrar de que a Qualcomm não fabrica smartphones e nem mesmo seus próprios SoC, sendo que o modelo de celular utilizado no vídeo acima foi criado apenas para demonstrar as capacidades do novo processador e seus processadores ao redor. Tudo por aqui está otimizado e até o Android que roda (no aparelho que testei, estava na versão 6.0) recebeu atenção para que tudo corra bem – qualquer fabricante, como Samsung, LG, Motorola e Sony, fazem isso com seus aparelhos, otimizando o hardware para o software. O phablet era enorme, desengonçado e feio, mas o que estava do lado de dentro me deixou com boas esperanças.

Benchmarks

Ok, eu poderia falar de outros pontos do novo SoC, mas o que vocês querem são números e o real poder de fogo durante o cotidiano, além de games pesados, certo? Pois bem, a unidade que testei tinha:

  • Processador Qualcomm MSM8996 Snapdragon 820 quad-core (arquitetura big.LITTLE)
  • Dois núcleos rodando em 2.1 GHz e outros dois em 1.6 GHz, todos de 64 bits
  • GPU Adreno 530
  • Tela de 6,17 polegadas com resolução de 2560 x 1600 pixels (densidade de 489 pixels por polegada)
  • 3 GB de memória RAM
  • 10 GB de memória interna
  • Android 6.0

Esqueçam a baixa quantidade de memória interna, já que eles precisam apenas de alguns benchmarks e apps de teste, já que este modelo não será vendido ou comercializado fora dos muros da Qualcomm. Nos testes que fiz, eu estava totalmente liberado para baixar mais apps e tudo que fosse necessário, mas fiquei com os já conhecidos e bem conceituados AnTuTu (estava na versão 6, mais atual), Geekbench 3, Octane 2.0 e o GFXBench GL Benchmark, que me pareceu mais pesado e intenso do que o 3DMark – que já recebeu algumas críticas por utilizar ferramentas menos atuais do que seus concorrentes.

A ideia foi de rodar todos os benchmarks em seguida e sem pausa maior do que o tempo que eu levo para fechar um benchmark, voltar para a tela inicial e iniciar o próximo. Foi o que fiz, mesmo sabendo que o Snapdragon 810 fervia logo no primeiro benchmark e exibiria desempenho fraco nos seguintes. Ao que vi, nada disso aconteceu e – ao menos neste modelo de testes – o Snapdragon 820 pode ter sido domado do problema de esquentar a cabeça. Funcionou e os resultados foram espetaculares.

Apenas para comparação, eu consegui 132.268 pontos no AnTuTu 6, pontuação bem acima do segundo colocado, que era um Huawei Mate 8 e seus 92.746 pontos, ou então acima do bem veloz Meizu MX5, que pontuou 85.652 pontos. Quer uma comparação mais próxima de aparelhos que temos no Brasil? O Galaxy Note 5 ficou em quarto lugar, com 83.944 pontos – 48.324 pontos atrás do Snapdragon 820, que estava com 3 GB de RAM contra os 4 GB do Note 5.

Os resultados no Geekbench 3 não foram tão assustadores, já que o próprio aplicativo não é atualizado faz tempo, deixando a comparação para aparelhos mais velhos – e ferramentas de testes inferiores ao que tenho no novo AnTuTu. Em um só núcleo, este aparelho de testes conseguiu 2.396 pontos, com 5.499 pontos em múltiplos núcleos. ​Nos outros teste os resultados foram bem satisfatórios e bem acima de qualquer outro celular topo de linha que conheço – muito acima do Note 5, que é um dos mais poderosos que temos hoje.

Depois de todos os benchmarks realizados, sem a pausa maior do que fechar um app e abrir outro, abri novamente o CPU-Z para ver como que estava a temperatura do lado de dentro, já que na mão eu não sentia um calor extremamente forte – nada além do comum para um smartphone que passou mais de 30 minutos rodando benchmarks. A surpresa você vê na foto abaixo.

Sim, nenhum dos sensores internos marcou mais do que 40 graus. Vamos, novamente, lembrar que este é um smartphone de testes e que deve contar com um sistema de resfriamento bem eficiente – algo que a Microsoft fez bem no Lumia 950 e a Sony também, no Xperia Z5. Rodar testes pesados, com tela acesa o tempo todo e por mais de uma hora, mostra que o processador aprendeu que esquentar a cabeça costuma dar dor de cabeça, literalmente.

O que a Qualcomm comentou comigo é que há sim uma forma melhor de resfriamento dentro do próprio Snapdragon, que se combinada com outra forma inteligente de resfriamento no smartphone (esta depende apenas do fabricante, não da Qualcomm), pode resultar em, finalmente, melhor desempenho, menor consumo de energia e uma mão que não vai reclamar de segurar um aparelho que pode fritar um ovo.

Falando em menor consumo e melhor desempenho, a empresa também me apresentou alguns dados interessantes sobre este ponto. Segundo ela, o Snapdragon 820, quando comparado com o Snapdragon 810, consome 30% menos energia. Abrindo este número em maiores detalhes, encontramos um processador que é capaz de trabalhar com duas vezes mais desempenho, enquanto diminui o consumo em duas vezes. A Adreno 530 consome 40% menos energia do que a Adreno 430 e, ao mesmo tempo, conta com 40% de melhorias no poder de fogo gráfico. Por fim, o modem X12 que acompanha este novo SoC consegue consumir 20% menos energia e trabalhar com 33% extras em desempenho para dados.

São números extremamente promissores e que vão aparecer nos primeiros smartphones já em janeiro, durante a CES de Las Vegas e, alguns, só em fevereiro na MWC, que acontece em Barcelona. A Qualcomm já enviou o Snapdragon 820 para os fabricantes de chips, que já estão vendendo para as fabricantes de smartphones, tablets e demais produtos, que devem chegar ao consumidor já no primeiro trimestre de 2016.

Olhando estes dados, com o promissor cenário da linha Exynos nos Samsung (e também em outros, como a Meizu), junto da MediaTek que vem fazendo um trabalho espetacular em aparelhos topo de linha, poderemos ter um 2016 com três fabricantes brigando em mesmo nível, pelo mercado de gadgets mais potentes. Junto dos Snapdragon, que tomaram analgésicos para dor de cabeça, mas sem o sono que este remédio pode dar.

O TudoCelular estará presente na CES e MWC de 2016, para acompanhar de perto quais são estes novos aparelhos e se este desempenho que vimos no modelo de testes, segue também para produtos finais.

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Fonte: Tudocelular.com.br
Notícia originalmente postada pelo site Tudo Celular.

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