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Procura pela ceia de ano novo ainda é intensa no Recife

A expectativa das padarias e delicatessens é amenizar os efeitos da crise com as vendas no fim do ano. Foto: Peu Ricardo/Esp DP
A expectativa das padarias e delicatessens é amenizar os efeitos da crise com as vendas no fim do ano. Foto: Peu Ricardo/Esp DP

No último dia do ano, a procura pelos ingredientes para a ceia de ano novo ainda é intensa no Recife. Mesmo no cenário de crise econômica, consumidores mantêm hábitos tradicionais e comerciantes registram crescimento nas vendas de produtos para .

Na delicatessen do Rosarinho, uma das mais tradicionais da zona norte, a procura pelos ingredientes da ceia é intensa desde a manhã. Cliente fiel, a aposentada Neide Oliveira faz questão de dizer que sempre compra os produtos da ceia no mesmo lugar. “Há pelo menos 10 anos eu compro aqui. Gosto muito dos alimentos mais tradicionais no ano novo, como o pernil, o fio de ovos. Não fico sem”, afirma. Sobre os preços, Neide observa um aumento perceptível, mas comenta que não abriu mão de nenhum dos ítens que sempre compra para a ceia com a família.

O gerente da delicatessen, Haniel Moura, diz que o objetivo do estabelecimento, neste fim de ano, é “tentar amenizar a crise, para evitar que ela chegue até o consumidor”. “Este ano não houve nenhum crescimento em relação a 2014, mas, mesmo assim, durante esta época as vendas sempre alavancam. A crise foi sentida em todos os setores, mas acredito que entre nós foi mais suave”, afirma, se referindo ao mercado alimentício. A Delicatessen do Rosarinho funciona se mantém aberta até às 19h.

Mesmo com aumento dos preços, clientes de padarias tradicionais não abrem mão dos ingredientes da ceia. Foto: Peu Ricardo/Esp DP
Mesmo com aumento dos preços, clientes de padarias tradicionais não abrem mão dos ingredientes da ceia. Foto: Peu Ricardo/Esp DP

Já na zona sul do Recife, a Casa dos Frios destaca o aumento da busca pelos vinhos e espumantes. “De uns anos pra cá, houve um crescimento sensível na procura por vinhos. Brancos e tintos, de diversas marcas nacionais e internacionais. Parece que caiu no gosto do Recifense”, comenta o gerente Sérgio do Nascimento, que trabalha na casa há 13 anos. Sérgio ainda acrescenta que, visando as vendas de final de ano, a loja investiu em promoções de vários produtos.

Ainda assim, muitos dos que deixaram as compras da ceia para última hora sentiram um aumento sensível nos preços. O casal Wagner e Ana Carla Santana, moradores da zona norte, afirma que, neste ano, adaptpu a comemoração para economizar. “A gente se dividiu este ano. Vamos comemorar com alguns amigos e cada um ficou responsável por um prato ou uma bebida, para ficar mais leve para todo mundo”, explica Ana Carla.

Para o gerente da Casa dos Frios, os vinhos caíram no gosto do recifense, aumentando a procura também nesta época do ano. Foto: Peu Ricardo/Esp DP
Para o gerente da Casa dos Frios, os vinhos caíram no gosto do recifense, aumentando a procura também nesta época do ano. Foto: Peu Ricardo/Esp DP

Já a curitibana Dulcimar de Corto, que vem ao Recife cinco vezes ao ano, observa que, apesar do aumento sensível nos preços, o poder de compra do consumidor também está maior. “Notei uma diferença nos preços, mas, ainda assim, também notei que este ano pude comprar mais coisas do que no ano passado”, afirma Dulcimar, que carregava no carrinho vinhos brancos de marcas internacionais.
Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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