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Queda da natalidade: vai faltar mão de obra e impostos vão pesar mais

Você não está sozinho, seja lá o que pensa, o que sente ou o que é. Por mais que seja diferente, em um mundo de 7,35 bilhões de habitantes, muitas outras pessoas compartilham características ou ideias. Até quem acha que essa quantidade de gente não é excessiva encontra correligionários. Cada vez mais. Ganha força o grupo dos que enxergam o risco de estagnação e de posterior declínio na quantidade de habitantes do planeta. Um fato é incontestável: o crescimento populacional está desacelerando.

Pouco tempo atrás, era comum falar em explosão populacional. Agora, a conversa é outra: a implosão demográfica. O medo é de que, em um mundo com poucas pessoas, seja mais difícil para as empresas encontrar mão de obra e, também, consumidores; que o número menor de contribuintes faça os impostos se tornarem ainda mais pesados; e que, com menos pessoas trabalhando, o sistema de aposentadorias entre em colapso.

O ritmo de crescimento populacional do mundo já caiu muito a partir da segunda metade de século 20. Entre 1960 e 1965, o aumento médio por ano da população atingiu o ápice: 2,06%. No quinquênio seguinte, já baixou. E não parou de cair. De 2010 a 2015, o incremento foi de apenas 1,18%, quase a metade do que se via cinco décadas atrás. O Brasil seguiu essa linha, com maior intensidade para cima e para baixo: antes crescia mais que a média. Agora, muito menos.

Preconceito
Quando o aumento populacional estava no auge, nos anos 1960 e 1970, muitos países introduziram políticas para limitar esse avanço, incluindo a disponibilização de cirurgias de esterilização de homens e mulheres mais pobres. Houve muita controvérsia em torno disso, sob o argumento de que havia preconceito contra os pobres e até mesmo racismo. A China adotou a regra mais radical: casais só poderiam ter um filho. Exceções para uma segunda criança existiam no caso de duas pessoas que não tinham irmãos. Há dois meses, porém, o país anunciou uma mudança histórica: todos podem ter dois filhos. Está, porém, difícil de convencer as famílias a mudarem o padrão estabelecido.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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