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Recessão atinge em cheio emprego formal

Indústria foi o setor mais atingido pela redução do emprego com carteira assinada nos últimos doze meses. Foto: Polo Jeep/Divulgação
Indústria foi o setor mais atingido pela redução do emprego com carteira assinada nos últimos doze meses. Foto: Polo Jeep/Divulgação

O país fechou 945.363 empregos com carteira assinada até novembro. No acumulado de 12 meses são 1,5 milhão de postos de trabalho eliminados, numa época em que o mercado deveria estar aquecido pelas festas de final de ano. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados ontem pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A recessão bateu forte na indústria fechando 414.075 vagas no ano, seguido da construção civil, com a perda de 309.226 postos de trabalho, o comércio com o enxugamento de 183.348 vagas e o setor de serviços, com a eliminação de 97.570 empregos formais.

O “apagão”do emprego se espalhou por todas as unidades da federação. Pernambuco perdeu 4.760 postos de trabalho formais em novembro, totalizando 74.271 vagas cortadas nos primeiros onze meses do ano. Nos últimos 12 meses verificou-se a retração de 6,11% no emprego formal no estado com a perda de 85.810 vagas. A agropecuária liderou o corte, com saldo negativo de 3.080 vagas em novembro, comportamento sazonal motivado pela eliminação de postos de trabalho no cultivo da uva no Sertão do São Francisco.

A crise do emprego começou a replicar no setor de serviços com o corte de 2.057 vagas formais no estado. A indústria fechou 1.367 ocupações e a construção civil eliminou 1.155 postos de trabalho em novembro. O saldo positivo ficou com o comércio, com a criação de 2.930 empregos com carteira, puxados pelas contratações temporárias das lojas no final de ano. Mesmo assim é inferior às 4.095 vagas criadas em novembro de 2014. A Região Metropolitana de Recife cortou 1.131 empregos formais em novembro.

Para o economista da Conselho Federal de Economia (Cofecon) Fábio Silva, o desempenho do mercado de trabalho em novembro é preocupante porque nos anos anteriores se observa a forte geração de postos de trabalho no mês. Ele cita o fraco desempenho do comércio varejista como um indicativo da crise. Nos últimos cinco anos, o setor partia com a média de 100 mil empregos em novembro, caindo quase pela metade, com 53 mil este ano. “É uma perda generalizada de postos de trabalho disseminada por todos os setores da economia”, pontua.

Entre os setores penalizados com o corte de vagas formais o economista destaca a construção civil, afetada pela Operação Lava-Jato que envolve as grandes empreiteiras do país. No ano foram fechados 309.226 mil empregos com carteira no setor. Por outro lado, o baixo crescimento econômico e a falta de confiança do empresariado resultaram no corte de 415.075 vagas na indústria. Silva destaca também a contaminação do setor de serviços com a demissão de 97.570 pessoas nos onze meses do ano.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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