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Rede de solidariedade ampara família de bebê com microcefalia

Deyvid José, pai da criança, recebeu material para reformar sua casa e também ganhou um novo emprego. Doações continuam chegando ao Alto da Catita, onde a família vive. Foto: Hesído Goes/Esp. DP/D.A. Press (Deyvid José, pai da criança, recebeu material para reformar sua casa e também ganhou um novo emprego. Doações continuam chegando ao Alto da Catita, onde a família vive. Foto: Hesído Goes/Esp. DP/D.A. Press)
Deyvid José, pai da criança, recebeu material para reformar sua casa e também ganhou um novo emprego. Doações continuam chegando ao Alto da Catita, onde a família vive. Foto: Hesído Goes/Esp. DP/D.A. Press

No fim de outubro, Pernambuco era surpreendido com as primeiras notícias sobre um aumento incomum nos casos de microcefalia, malformação genética que compromete o desenvolvimento neurológico dos bebês. Por trás de cada um dos 2.401 casos notificados em todo o país, há histórias de dor, mas também de luta na busca por respostas sobre a doença, gerada pelo zika vírus, e pelo melhor cuidado possível para as crianças. Em uma comunidade carente de Moreno, uma rede de solidariedade formou-se, com uso da internet, em torno da família do menino Gabriel.

Ajudar as pessoas faz parte da rotina na vida da perita ambiental Monalisa Souza há quatro anos, através do grupo Impacto Evangelístico, que percorre área periféricas de Moreno em ações sociais. No último domingo, esse trabalho ganhou nova dimensão. Monalisa, seu marido Antônio Rafael e outros sete companheiros conheceram a situação da família de Gabriel, nascido há um mês. Os voluntários conseguiram obter um volume surpreendente de doações em 24 horas.

A família vive uma situação de extrema vulnerabilidade social, na comunidade do Alto da Catita. A habitação, situada em uma área sem calçamento, é feita de lonas sustentadas por pedaços de madeira e ferro. Através da rede chegaram alimentos, material de higiene, móveis novos, roupas para o bebê e material de construção para erguer uma casa de alvbenaria. Enquanto o Diario estava na comunidade, um grupo da Pastoral da Saúde da paróquia local chegava com novos mantimentos. “Os doadores enviaram de tudo, de vários lugares do estado. Não imaginávamos essa dimensão”, disse Monalisa.

Os voluntários conseguiram, através de um doador anônimo, a cessão de uma residência no Centro da cidade, onde a família poderá ficar temporariamente, enquanto a reforma da casa é executada. “A previsão é de que eles se mudem nesta semana, explicou Monalisa, destacando que a moradia fica mais perto das unidades de saúde. Ela acrescentou que a história de Gabriel foi descrita ao grupo pela agente comunitária Lucinez Maria, que atendeu a família.

Um emprego

Também através da campanha, o pai de Gabriel, Deyvid José, 21 anos, conseguiu um emprego de vigilante em uma obra da cidade, enquanto a mãe de Gabriel, uma adolescente, dedicará seu tempo aos cuidados com a criança. “Tem sido muito importante essa ajuda. Não sei como seria para lidar com essa situação toda.” O próximo passo do grupo é expandir as doações para outras famílias afetadas pela microcefalia e ampliar a atuação nas comunidades.

“Não costumamos focar exclusivamente em determinados casos. Contamos com uma ampla rede de voluntários e levamos ações importantes para as comunidades. É uma ação social de orientação cidadã, apoio social e de evangelização”, explicou Antônio Rafael, voluntário no projeto.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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1 comentário

  1. muito legal esta site, irei volta todas os dias para ver essas material muito bom.

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