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Tribuna SBTpedia: O jornalismo de Silvio Santos – Quem não viu vai ver, por Rafael Fialho

O Jornalismo de Silvio Santos – Quem não viu, vai ver

Por Rafael Fialho* (rafaelbfialho@gmail.com)

Como prometido, na coluna de hoje resgato alguns vídeos ilustrativos da trajetória do jornalismo no SBT. A intenção inicial era trazer grandes momentos, tais como algumas coberturas marcantes, os picos de audiência ou episódios que ficaram marcados na memória de quem acompanha o canal.

 
Ao pesquisar, considerei mais interessante trazer exemplares talvez menos conhecidos, mas que também contribuíram para a consolidação – aos trancos e barrancos – do jeito Silvio Santos de fazer jornalismo. Como toda lista é assumidamente pessoal, fique a vontade para comentar e sugerir outros momentos com o melhor e o pior do jornalismo do SBT, ao final do texto. 

Aqui, agora e pra sempre

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O documentário produzido por alunos da FAPSP conta a história do Aqui Agora a partir dos profissionais que atuaram no telejornal mais inovador do SBT. É muito interessante poder ouvir dos próprios repórteres as principais mudanças que o projeto trouxe para o jornalismo de televisão no país. As imagens de arquivo também são um show à parte.

Com o jornalismo entre as pernas

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Está aí uma edição do famoso “Jornal das Pernas”/SBT Notícias Breves, apresentado por Analice Nicolau e Cynthia Benini. A ideia só podia ter sido de Silvio Santos, que pretendia repetir a fórmula “mulheres bonitas + pernas de fora = audiência”. Mistura do Fantasia com boletim jornalístico, a experiência durou dois anos e acabou por consolidar as apresentadoras no departamento de jornalismo, além de fazer inveja na Globo, que depois criou os boletins Globo Notícia. Analice conta os detalhes do projeto na entrevista que você pode ver aqui.


Um jornal Massa

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Quem não se lembra do jornal apresentado por Ratinho nos idos de 2007? Muita gente, talvez. O programa é um ótimo representante da época de vacas magras do SBT [mais uma delas] e trazia matérias sem passagem de repórteres e imagens extraídas de agências internacionais, com notícias do nível de “cachorro surfista faz sucesso nos Estados Unidos”, sem falar nas perseguições policiais americanas. Jornalismo nota zero, ancoragem nota mil: mesmo com tanta precariedade, Ratinho reafirmava seu talento ao vender o peixe [estragado] com tiradas engraçadas e comentários efusivos, típicos do seu estilo, tornando o programa assistível – mais por causa dele do que pelas notícias. Acredite se quiser: o jornal teve a participação até de Dani Calabresa! 

Deu branco e deu demissão

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Esse é o clássico dos clássicos: está presente em inúmeros compactos de gafes telejornalísticas do Brasil e do mundo e aconteceu no fim de 2006, quando a repórter-neo-âncora-só-que-não Juliana Alvim foi chamar a próxima atração e vacilou. O episódio é icônico, afinal, naquela época só mesmo Silvio Santos sabia o que viria a seguir. O resultado: a demissão da jornalista. 

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Embora simples, esse vídeo ilustra uma exclusiva do SBT, quando o repórter cinematográfico Junior Alves registrou um helicóptero da Polícia Militar sendo abatido por traficantes no morro São João. As imagens foram replicadas por vários canais posteriormente, e os SBTistas mais fervorosos poderão confirmar: deu um gostinho danado ver, na tela da Globo, o GC dizendo “Imagens exclusivas do SBT”. 
“O Jornalismo de Silvio Santos”
Parte 1: 

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 Parte 2:

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Essa raridade todo SBTista tem que assistir: trata-se de um documentário [cujo nome peguei emprestado para o título do texto] sobre o jornalismo no SBT entre os anos 80 e 90, abordando a criação do TJ Brasil e do Aqui Agora, especificamente. A partir dos depoimentos dos diretores, ficamos sabendo os detalhes do surgimento da ancoragem de Boris Casoy e descobrimos os conflitos do alto escalão que culminaram na extinção do departamento de jornalismo da emissora [mais um dos tristes fins]. 

Bastidores do jornalismo

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Mais um achado daqueles no YouTube, essa matéria de Patrícia Vasconcelos mostra os bastidores do telejornalismo do SBT, com um making of de fazer inveja a qualquer Video Show. Além de mostrar o processo produtivo do departamento, a reportagem nos possibilita conhecer os profissionais envolvidos nos telejornais – que a gente conhece pelo nome, mas não sabe como são.

Agora um poema

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Normalmente, os telejornais terminam com uma matéria de esportes, promovem algum novo programa da emissora, dão uma notícia que acaba de ocorrer ou até comentam a morte de alguma celebridade. Mas e se um jornal acabasse com um… poema? Como no SBT tudo é possível, assim terminou a edição da véspera do dia dos pais do ano passado, com um texto narrado por Carlos Nascimento – acompanhado de uma trilha de fundo emotiva. #SBTices 

Época boa

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Para terminar a lista, um momento marcante: a estreia do SBT Brasil, há dez anos, quando Silvio Santos fez a Globo perder seu “Padrão”. O jornal continua firme e forte, mas o cenário grandioso, os investimentos e a âncora-estrela despertam o saudosismo de 10 em cada 10 SBTistas, que sonham com a volta de um jornalismo do mesmo nível. Mas como diria Rachel Sheherazade, “isso foi nos tempos de outrora”.
 

*É jornalista mestrando em Comunicação Social pela UFMG e fez do SBT seu objeto de estudo: pesquisa o canal há tempo e atualmente estuda a interação da emissora com seu público a partir da análise das vinhetas institucionais. Atualmente escreve artigos de opinião às quartas-feiras no SBTpedia. Para conhecer seus trabalhos sobre o SBT, mandar críticas, sugestões ou trocar ideias, escreva para rafaelbfialho@gmail.com

Fonte: SBTpedia (www.sbtpedia.com.br)

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