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Tribunal Superior do Trabalho determina aumento de 9,3% para rodoviários

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgou, nesta segunda-feira, o dissídio coletivo dos rodoviários de Pernambuco. Ficou estabelecido o reajuste de 9,3% para salários e tíquetes de refeição. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado de Pernambuco (STREP), Benílson Custódio, considerou a decisão do TST uma vitória e um alerta contra a interferência externa na mobilização da categoria. “A lição que tiramos é o prejuízo da interferência da oposição e de estudantes, Conlutas, CUT e PSTU com prejuízo para a categoria”, disse. Segundo o Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros no Estado de Pernambuco (Urbana-PE), as empresas acatarão e vão cumprir a decisão do TST.

A decisão final do TST é de exatos 0,3% acima dos 9% impostos, por liminar, em outubro, quando foram provisoriamente derrubados os 12% conquistados pela categoria dos rodoviários em julgamento de dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT6), em Pernambuco. O percentual fica abaixo da inflação apurada na data-base, de 9,31%, segundo Benilson Custódio.

Com a decisão, o STREP informa que o salário base dos motoristas é fixado em R$ 1.929,14 e o dos cobradores em R$ 887,51. Não foi informado o valor referente aos fiscais. Para o presidente do STREP, entretanto, a vitória da categoria dos rodoviários está principalmente numa perda reduzida em relação à inflação, de 0,01%. Mas também destaca a obstrução de uma manobra que teria sido tentada pelas empresas, de inserir no julgamento elementos que sequer haviam sido acordados.

Um desses elementos, exemplificou Benilson Custódio, seria a institucionalização da rotina chamada “dois rolos”, pela qual profissionais trabalham algumas horas, entram num intervalo maior que as máximas duas horas estabelecidas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e retornam para cumprir o restante da jornada a critério de cada empresa. Ainda segundo o sindicato, outro exemplo seria a exclusão da jornada de trabalho do tempo utilizado para conferência dos valores recebidos pelos cobradores.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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