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Várias prisões em Bruxelas, ameaçada por atentados terroristas

Seis novas pessoas foram detidas e ouvidas como parte da investigação sobre as ameaças de ataques em Bruxelas. Foto: Belga/AFP THIERRY ROGE
Seis novas pessoas foram detidas e ouvidas como parte da investigação sobre as ameaças de ataques em Bruxelas. Foto: Belga/AFP THIERRY ROGE

Seis novas pessoas foram detidas hoje e ouvidas como parte da investigação sobre as ameaças de ataques em Bruxelas durante as festas de fim de ano, anunciou a procuradoria federal belga.

Ao mesmo tempo, uma décima pessoa, um jovem de 22 anos, foi detida por “assassinatos terroristas e participação nas atividades de um grupo terrorista”, como parte da investigação sobre os ataques de Paris, segundo a mesma fonte.

“Seis pessoas foram detidas e levadas para depor”, segundo um comunicado, que afirma que sete operações de busca foram realizadas na manhã desta quinta em diferentes bairros de Bruxelas e seus subúrbios.

Em comunicado publicado nesta tarde, a promotoria informou que três detidos foram liberados após serem interrogados. “Para as outras três pessoas, a prisão foi prolongada por mais 24 horas”, diz a nota.

Também foi mantida a prisão preventiva de Said S., um belga de 30 anos, acusado de “ameaça de atentado, participação nas atividades de um grupo terrorista como líder e de recrutamento para cometer infrações terroristas, como autor ou co-autor”.

O segundo, Mohammed K., de 27 anos, é acusado de “ameaças de atentado e participação em atividades de um grupo terrorista, como autor ou co-autor”.

De acordo com uma fonte próxima ao processo, os investigadores visaram um grupo de motociclistas, “Kamikaze Riders”.

O juiz de instrução deve decidir “durante o dia se emitirá ou não uma ordem de prisão” contra os seis detidos, segundo a procuradoria.

As buscas foram realizadas em Molenbeek e Laeken, em Bruxelas, bem como em Anderlecht e Leuuw-Saint-Pierre, no sudoeste da capital.

“Os objetos apreendidos durante as buscas, incluindo equipamentos de informática e telefones, estão sendo analisados”, indicou a procuradoria, acrescentando que um equipamento de airsoft, um esporte que usa armas de fogo e que é jogado em uniforme militar, também foi encontrado.

Na terça-feira, a procuradoria havia evocado “sérias” ameaças de um ataque durante o indiciamento dos dois homens, que visariam “lugares emblemáticos de Bruxelas.”

Também no bairro de Molenbeek-Saint-Jean, a polícia deteve na quarta-feira Ayoub B., um belga nascido em 1993.

“O juiz de instrução emitiu esta manhã (quinta-feira) um mandado de prisão por assassinatos terroristas e participação em um grupo terrorista”, segundo um comunicado da procuradoria.

Uma dúzia de telefones celulares, “que estão sendo analisados”, foram apreendidos durante a operação policial, que aconteceu, segundo a imprensa belga, na mesma residência investigada três dias após os atentados de 13 de novembro na capital francesa.

Na época, a operação resultou em uma grande mobilização das forças de segurança no coração de Molenbeek, de onde é originário Salah Abdeslam e que serviu de base para vários membros de células jihadistas.

De acordo com informações da emissora pública RTBF, “rastros” da passagem de Salah Abdeslam, um dos principais suspeitos que segue foragido, foram detectados durante a primeira operação.

O jornal Het Laatste Nieuws noticiou nesta quinta-feira que a casa em questão pertence a uma família próxima a Salah Abdeslam. Cinco membros dessa família teriam deixado o país para a Síria.

Não foram encontradas armas nem explosivos durante a operação de quarta-feira, segundo a procuradoria.

De acordo com o procedimento judicial belga, esse novo suspeito deverá comparecer dentro de cinco dias perante um juiz que decidirá sobre sua prisão preventiva.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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