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Violência política deixa 21 mortos no Burundi, diz testemunha

A violência política continuou neste sábado no Burundi, quando 21 pessoas apareceram mortas a tiros em um bairro da capital, um dia após o governo dizer que um grupo não identificado havia realizado ataques coordenados contra três bases militares.

Uma testemunha disse à agência Associated Press que havia contado 21 cadáveres com ferimentos de bala na cabeça no bairro de Nyakabiga, após a violência da sexta-feira. Alguns dos mortos tinham as mãos amarradas às costas, disse a fonte, que pediu anonimato.

Não estava claro quem havia matado as pessoas. Nyakabiga não estava entre os bairros de Bujumbura onde o Exército disse haver ocorrido ataques contra suas bases. O porta-voz militar coronel Gaspard Baratuza disse na sexta-feira na rádio estatal que três soldados haviam morrido em ataques antes do amanhecer em Ngagara Musaga e Mujejuru. O Exército matou depois 12 dos autores do ataque, disse o porta-voz. Outros 20 suspeitos foram detidos, entre eles um ferido.

Os Estados Unidos expressaram “profundo alerta” com a violência no Burundi, em comunicado difundido pelo porta-voz John Kirby, do Departamento de Estado. Os EUA pediram que os países vizinhos comecem negociações urgentes entre o governo e a oposição do Burundi para resolver o quadro.

A violência se relaciona com o polêmico terceiro mandato iniciado pelo presidente Pierre Nkurunziza. Muitos no país e também analistas internacionais se opunham a esse terceiro mandato, por considerá-lo inconstitucional e uma violação de um acordo de paz nacional. Esse acordo encerrou uma guerra civil na qual morreram 300 mil pessoas entre 1993 e 2006.

Pelo menos 240 pessoas morreram desde abril em episódios violentos no país africano. Outras 215 mil fugiram para países vizinhos, segundo a Organização das Nações Unidas. Centenas de pessoas foram presas, por manifestarem-se contra a reeleição de Nkurunziza neste ano.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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