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Candidato a líder do PMDB sai em defesa do ministro da Saúde

Marcelo Castro tem sido alvo de críticas por conta de declarações polêmicas. Apadrinhado por Cunha, Hugo Motta disse que confia no trabalho do ministro

 

Apadrinhado pelo presidente da Câmara na disputa pela líderança do PMDB, o deputado Hugo Motta (PB) usou as redes sociais nesta terça-feira (26) para sair em defesa do ministro da Saúde, Marcelo Castro, que foi indicado para o primeiro escalão pelo atual líder da bancada peemedebista, Leonardo Picciani (RJ).

Nos últimos dias, Castro se tornou alvo de críticas em razão de uma série de declarações polêmicas concedidas à imprensa. O último episódio envolvendo o titular da Saúde que gerou mal-estar no Palácio do Planalto foi a avaliação dele de que o país está perdendo a “guerra” contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor dos vírus da dengue, da febre chikungunya e o Zika vírus, apontado como responsável pelos casos de microcefalia no país.

“Quero registrar o nosso apoio e confiança no trabalho do Min. Marcelo Castro à frente do Min. da Saúde, a luta contra o mosquito é de responsabilidade de todos nós, não tenho dúvidas que com o empenho de todos e o suporte do Gov. Federal vamos conseguir avançar na batalha contra o Aedes Aegypti !!!”, publicou Hugo Motta em seu perfil pessoal no microblog Twitter.

Motta disputará o comando do PMDB na Câmara com Picciani em uma eleição que será realizada no início de fevereiro. Para tentar derrotar o atual líder, o deputado da Paraíba, que tem o apoio dos aliados mais próximos de Cunha, tem buscado os votos de diferentes correntes internas do partido.

Deputado federal licenciado do PMDB, Marcelo Castro é um dos peemedebistas que apoiam a tentativa de Picciani de se manter à frente da bancada. Ele foi indicado para o ministério no ano passado em uma estratégia da presidente da República para tentar assegurar o apoio da bancada do PMDB na Câmara.

Conforme o Blog do Camarotti, embora Dilma precise do apoio de Castro e de outros ministros peemedebistas para tentar barrar o processo de impeachment no Congresso Nacional, as recentes declarações do titular da Saúde causaram irritação na sede do Executivo federal.

Nas palavras de um auxiliar direto de Dilma, informou o blog, a frase do ministro sobre o combate ao mosquito passa a imagem de que o governo não está conseguindo reagir não só a epidemia da dengue, mas, principalmente, ao avanço do Zika vírus.

Nesta segunda (25), após Marcelo Castro voltar a dizer que o governo está perdendo a guerra para o mosquito, ele e outros ministros foram chamados por Dilma ao Planalto para uma reunião na qual decidiram que o governo vai distribuir vacinas contra o Zika para gestantes que sejam beneficiárias do programa Bolsa Família.

Outras polêmicas do ministro
Desde que assumiu o comando do Ministério da Saúde, Marcelo Castro deu, além da história de o país estar perdendo a guerra para o Aedes Aegypti, três outras declarações que geraram constrangimento ao Palácio do Planalto.

Em novembro, ele disse que “sexo é para amadores, e gravidez é para profissionais”, referindo-se a planejamento familiar em tempos de microcefalia.

Cerca de 15 dias depois, ele declarou perceber que os homens se protegem do Aedes aegypti, mas as mulheres, “normalmente, ficam de perna de fora e quando usam calça, usam sandália”.

Há duas semanas, em uma conversa com jornalistas, ele disse que iria torcer para mulheres pegarem o Zika antes da idade fértil para ganharem imunidade antes de ser criada a vacina para o vírus.

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