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Ciro diz que Temer é “capitão” do golpe contra Dilma

Ex-ministro aponta “fração bandida” no PT e acusa Cunha de construir poder “roubando”

 

O ex-ministro Ciro Gomes está crente de que há mesmo um golpe para tirar Dilma da presidência do país e que o capitão dele é o vice-presidente Michel Temer.

Ontem, em Brasília, durante uma reunião de seu partido atualmente, o PDT, que hoje vai referendar em encontro nacional posição contra o impeachment da presidente, Ciro descartou completamente a possibilidade de reaproximação política entre Dilma e Temer:

“Só quem for idiota acredita (numa reaproximação). Isso não quer dizer que a presidente tem de repudiar isso, até porque a política vive desses bailados. O que é importante é não acreditar, porque ele (Temer) está no golpe e é o capitão dele”.

Bem ao seu estilo desbocado, Ciro não poupou ataques.

Foram alvos deles, além de Temer, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e segmentos dentro do PMDB e do PT. Sobre Cunha, Ciro disse que ele construiu seu poder “roubando e distribuindo 80%” do resultado do roubo. Para o ex-ministro, o deputado “não tem perdão”.

Ciro não nominou os beneficiados de Cunha com o suposto “roubo”.

Ele afiou a língua contra o PT. Afirmou que no partido há uma “fração bandida”, embora, também, não tenha dado nomes a ela. Com relação ao PMDB, criticou a ala que segue Cunha na oposição a Dilma. “O moralismo está posto a serviço da imoralidade”, comparou as denúncias contra o peemedebista e o discurso ‘moralista’ dele contra Dilma e o governo petista.

No PDT, o projeto de Ciro é ser o nome para disputar a presidência da República em 2018.

Sobre isso, o presidente nacional da legenda, Carlos Luppi, admitiu que o PDT está de fato preparando terreno para uma possível candidatura do ex-ministro na disputa presidencial, porém assegurou que por ora o partido não anunciará nomes. Nem o de Ciro, nem o de qualquer outro.

De todo modo, Ciro e Luppi sabem com todas as letras que uma candidatura do ex-ministro à presidência do Brasil não terá apoio do PT. Até porque o partido de Dilma ensaia o retorno de Lula em 2018.

Não se sabe quem está enrolando quem, mas, pelo menos no momento, o PDT precisa do governo e Dilma precisa do PDT.

Coisas da política brasileira, descaradas e sem princípios.

(Com informações de O Globo)

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