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Maria Gadú fala sobre ano de transformações: ‘Para mim a mudança é boa. Ficar parado é que dói”

Em clima de conversa de mesa de bar, o papo com Maria Gadú, de 29 anos, flui fácil, franca e abertamente, sem estrelismo, coordenação de assessores ou amarras que a impeçam de dizer o que pensa. Mais de dez palavrões depois, entre risadas, fica claro o momento de transformação por que vem passando, mas sem promessa de fim de ano ou tom de “faça como eu”. A paulista de 28 anos vai começar 2016 livre de cigarro, com cabelos cacheados, casada e, sobretudo, aparentemente muito bem resolvida, obrigada.

A enxurrada novidades não chega aos pés, mas certamente começa pela cabeça de Gadú, que pediu uma trégua da agenda apertada de shows e compromissos e optou por passar meses entre viagens e estudo. Nesse meio tempo, libertou também os cabelos, que antes exibia lisos, e passou a mostrar cachinhos com que não convivia há mais de dez anos, desde período em que, ainda desconhecida, usava dreads. Quando fez sucesso com a música “Shimbalaiê”, lançada em 2009, a cantora já usava fios curtos e lisos. Agora, as ondas batem no ombro, soltas e bagunçadas, sem qualquer química.

Maria Gadú e a mulher, Lua Leça

Maria Gadú e a mulher, Lua Leça Foto: reprodução/ instagram

— Usei boné naquela fase em que o cabelo está um pouco depois do queixo, um tamanho que fica horrível e não dá para fazer nada com ele. Falei ‘mira que é sapatão e bota chapéu, touca’. Aproveitei para deixar crescer, porque cuidar dele em viagem seria muito complicado, já que nunca fui de ter maquiador e cabeleireiro ou nenhum preparo estético me acompanhando — conta Gadú, que admite ter o que chama de “vaidade mínima”, que a faz não abrir mão de bons xampus e cremes, além de idas frequentes ao salão de beleza.

A liberdade dos fios, no entanto, não veio sozinha. Gadú conta que mudou a forma como encara a vida, num processo que começou já pouco mais de um ano, quando deixou de fumar. Agora, desfruta dos benefícios de mudar a postura e estar longe do vício: ela diz que ganhou, além de qualidade de vida, tempo para fazer o que gosta e entrar em contato com novidades.— Comecei a levar a vida mais “low profile” (em português, discreta). Eu sou sagitariana. Se não mudar, aí que dói: preciso me renovar a cada galopada. Então acho que todas essas transformações na minha vida estão conectadas, mas não por um ideal ou resolução de ano novo. Tinha que parar de fumar, por isso parei. Um dia caiu a ficha e percebi que não tinha nada a ver fumar— revela. A necessidade do cigarro é descrita por ela como uma prisão: — Consumia três maços por dia e acho que passava muito tempo pensando no cigarro, porque se estivesse conversando com você e não pudesse fumar, eu estava meio conversando e meio pensando no cigarro. Então posso dizer que a minha vida mudou muito, ganhei tempo para fazer outras coisas, para ler e fazer o que gosto— diz.

Volta à vida “hippie”

A nova Gadu diminuiu não só o ritmo da vida profissional, como também tem pegado mais leve na bebida. “Estou ficando mais velha”, justifica ela, entre risos. A cantora conta que tem percebido uma tendência de se aproximar às suas origens, já que foi criada em clima “hippie”, como ela descreve.— Estou voltando para onde vim e tenho pensado em parar de comer carne. A minha alimentação foi a única coisa que não mudou muito. Sempre foi muito boa, bem regrada e regular. Não como sal , nem açúcar. Com disciplina dá pra manter essa rotina, mesmo viajando. Quando chego num lugar já me programo e penso em onde posso comer — explica.


O dia a dia nas redes sociais

A tão sonhada paz pode até ter chegado antes mesmo de qualquer virada de ano, mas a internet ainda incomoda: comentários considerados descabidos por Gadu.— As pessoas falam muita besteira. É muito fácil olhar e falar. Tem sempre alguém para comentar que tem algo horrível. Sem querer me comparar com ela, é claro, mas tem quem olhe para a Gisele Bundchen e diga que ela está feia, muito magra. Eu digo: ‘Velho, você está viajando’. Acham defeito até onde não tem. Quando mudo alguma coisa, como aconteceu com meu cabelo, me pedem para mudar, comentam que preferiam de outro jeito. Pensam que quando você é uma pessoa pública, é um dever seu ouvir opiniões. Não sou modelo capilar. Minha função no mundo é outra: sou musicista, gosto de cantar. Para mim, careca ou de dread, tanto faz — diz.

Fonte: Jornal Extra (http://extra.globo.com)

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