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Movimento “Eu Amo Penedo” cresce nas redes sociais

Sentimento de um povo em prol da preservação artística, religiosa e cultural de um evento que eleva o nome de Penedo

 

O orgulho foi o sentimento geral da sociedade penedense depois das comemorações alusivas ao Bom Jesus dos Navegantes de Penedo, evento que teve inicio na segunda feira 04, e se estendeu ao domingo 10, ponto alto das comemorações com a famosa procissão terrestre/fluvial do glorioso santo.

No entanto, um fato isolado causou um turbilhão de revolta no seio da sociedade penedense, quando alguns vândalos mostraram suas verdadeiras faces e tentaram “tocar o terror” ao final da apresentação da cantora Márcia Felipe, última atração musical do sábado 09, fato que trouxe medo a quem estava próximo ao lamentável acontecimento.  Uma briga que até o momento não se sabe de onde partiu e quem seriam os responsáveis, foi o estopim para que, a partir da segunda feira 11, algumas pessoas tecessem críticas à organização do evento, que hoje é, sem sombra de dúvida, um dos maiores do nordeste.

Críticas oriundas de alguns setores isolados que, segundo posicionamentos nas redes sociais, tentam “melar” o bom andamento e a importância da referida festa que movimentou nada mais, nada menos em torno de 20 milhões, quantia injetada no comércio local. O posicionamento de um locutor radicado em Arapiraca, e até mesmo um alto membro da igreja católica, serviu para que crescesse nas redes sociais, o movimento “Eu Amo Penedo” ou mesmo “Respeite Penedo” na tentativa de preservar uma festa que acontece há 132 anos e eleva o nome da cidade para outros rincões do país, e até mesmo do mundo.

O sentimento da sociedade penedense nunca esteve tão coeso, e a defesa da festa do Bom Jesus dos Navegantes, em toda sua totalidade – cultural, religiosa e musical – é defendida com “unhas e dentes” através da rede mundial de computadores. Sentimentos expressados por pessoas simples, mas que trabalham e vivem na Cidade dos Sobrados, que amam e depositam suas esperanças no desenvolvimento de um povo, e em uma alavancada que prospere uma cidade que fica encrostada na margem esquerda do velho Chico e que precisa urgentemente de ações que consigam arrancar-lhe do marasmo social que sempre pesou sobre seus ombros nas últimas décadas, em detrimento da opinião maliciosa de pessoas que moram em outras cidades e só aparecem para tentar colher frutos, sejam eles no campo político, econômico ou social.

De vários posicionamentos, um tem chamado à atenção e motivado a adesão de outras pessoas em prol da cidade de Penedo, é a do professor e músico Robson Dantas que em algumas linhas, e de forma inteligente, mostrou o verdadeiro sentimento do povo ribeirinho em favor de sua cidade.

“Perto de uma árvore de Natal de 100 lindas lâmpadas, um casal jantava e sua senhora notou que havia uma apagada. Seu marido disse: no meio de tantas luzinhas acesas você notou a única que não brilhou.
Muitas vezes só enxergamos o insuficiente, deixando de lado que o que manteve o brilho foram as 99 lâmpadas e não a única q não acendeu.
A festa foi assim, uma multidão brilhando intensamente, enquanto alguns insignificantes apagados.
Acostumado a tocar, sei que todo artista necessita de público para contagiar, e isso é o que realmente interessa. O povão é quem faz a festa acontecer, o brilho intenso de que valeu apenas já deixando saudade.
Bla, bla, bla, pra quem não gostou.
E favor não opinar pois vc não contribuiu em nada.
Aqui nesta página vc não verá comentário político..
I love you Penedo /AL, Brasil.”

 

 

Portanto, fica claramente a importância dos festejos em toda sua totalidade. Não seria o Bom Jesus se não houvesse as bandas de pífanos assobiando seu repertório  nas enladeiradas ruas da cidade; se não houvesse as apresentações culturais no Theatro Sete de Setembro; se não houvesse Timaia, Claudeonor Higino, dentre outros,  mostrando todo seu talento, se não batêssemos de frente com grupos de capoeiristas a rodopiar nas tendas armadas em toda extensão do evento, se não fosse os “Safadões” Santanas” e “Galãs” da vida, que arregimentassem multidões de fãs para os prestigiarem;  que por último não houvesse a famosa e radiante procissão que se aperta nas estreitas ruas da comunidade da Santa Cruz e  singra imponente as águas do Velho Chico, orgulhosa de sua história e de sua importância no contexto.

 

A festa é um todo, e não existe essa que, por si só, as festividades religiosas dariam toda essa dimensão ao evento, é sim a parte principal, mas que não sobreviveria sem a caminhada paralela que existe com os outros segmentos.

 

Fábio Andrey

 

 

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