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Ranking aponta Alagoas como o pior Estado do Brasil em condições de negócios

Ranking aponta Alagoas como o pior Estado do Brasil em condições de negócios

 

O novo ranking de Competitividade dos Estados – que é elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a consultoria Tendências e com a Economist Intelligence Unit (EIU) – aponta um desafio para o governador Renan Filho (PMDB): tirar Alagoas da última posição. O ranking mede – dente outras coisas – a qualidade do ambiente para condições de negócios.

Ou seja: Alagoas afugenta investidores e possibilidades de empreendimento por falhar em infraestrutura, em Saúde, em Educação, em combate às reduções de desigualdades, na ausência de sustentabilidade social, por não ter saneamento, dentre outros quesitos.

Sem fomento ao setor produtivo, sem um ambiente com a mínima liberdade econômica, sem diversificação da economia, dentre outros fatores como Educação e Segurança Pública, a Terra dos Marechais tende a sofrer ainda mais em uma crise econômica, como a que o país vivencia. Afinal, não é segredo a dependência do governo federal.

O ranking foi publicado na edição de número 2459 da Revista Veja. Deve ter preocupado bastante o governador do Estado. Claro que Renan Filho não pode ser culpado de números que se construíram historicamente, mas todos os grupos políticos influentes que ditaram o Estado de Alagoas até aqui possuem sua parcela de culpa.

Agora, é olhar para o futuro e tentar reverter estes dados que faz com que ocupemos a última posição da tabela. São Paulo – como mostra a pesquisa – é o exemplo brasileiro, apesar de também acumular problemas. Os paulistas destacam-se pela oferta de condições de negócios e pela qualidade dos serviços públicos e privados. Alagoas é o completo oposto.

Em um ranking que avalia os estados de 0 a 100, São Paulo tirou nota 90. Alagoas tirou 25. A nota para a Terra dos Marechais está abaixo do da média nacional, que é de 37. A média assusta e mostra um Brasil hostil para investidores e para a parcela da população que se arrisca em empreender. Apenas dois estados estão abaixo da média. Além de Alagoas, o Acre surge na penúltima posição com 35.

Formação do ranking

A formação do ranking conta com 64 indicadores subdivididos em dez pilares: infraestrutura, sustentabilidade social, segurança pública, educação, solidez fiscal, eficiência na máquina pública, capital humano, sustentabilidade ambiental, potencial de mercado e inovação.

Quando detalhados os indicadores, a situação de Alagoas ainda consegue ser pior do que no quadro geral, pois mostra o tamanho das dificuldades para superar o atraso. E é preciso não fugir da realidade para avançar.

Vamos a alguns itens.

Em Segurança Pública – em notas que vão de 0 a 100 – a média nacional é de 67 pontos, mas Alagoas é o pior Estado com nota zero. Outro quesito em que Alagoas também tirou zero é na Educação. Em sustentabilidade social – que avalia dados como Saúde, Desigualdade e Saneamento – Alagoas é a terceira pior do país com nota 23, ficando na frente do Acre (20) e Maranhão (0).

Um ponto que julgo interessante: o leitor pode fazer uma associação entre os dados desta pesquisa e o recente estudo feito pelo Tribunal de Contas da União envolvendo Alagoas que também foi publicado neste blog. Eis o desafio. 

 

Por Lula Vilar

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