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Tucano vê impeachment de Dilma como ‘improvável’

Vice-presidente nacional do PSDB, Tasso Jereissati, também descrê do afastamento da presidente pelo TSE

 

Ao desenhar o cenário político brasileiro, o vice-presidente nacional do PSDB, Tasso Jereissati, descrê que a presidente Dilma seja afastada do cargo por impeachment ou pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Empresário, ex-governador do Ceará, Jereissati, por outro lado, acredita que Dilma terá ainda mais dificuldade para cumprir o mandato até o fim, arrastando com ela a crise na economia, a desmoralização do PT e o descrédito popular à ética política, sem base de apoio no Congresso Nacional.

Sobre a economia, a previsão de Jereissati:

“Acho que nós vamos ter um 2016 dificílimo, do ponto de vista da economia. Não sei até que ponto vai essa dificuldade. Provavelmente, nós devemos cair, nesse ano que terminou, acima 3% de PIB, e qualquer ponto que a gente caia em 2016 é muito mais grave do que o que nós caímos em 2015 porque já é sobre uma renda per capita ultradeprimida. Então, se cair um ponto, é mais forte do que foi em relação a 2014. O que pode levar a uma crise sem precedentes na nossa história recente”.

“Presidente sem credibilidade”, aponta o senador tucano:

“Ao mesmo tempo, você vê isso  (crise econômica)e vê uma presidente sem a credibilidade necessária pelos agentes econômicos, sem o apoio da população, que está revoltada hoje e vai estar mais revoltada amanhã, e sem um projeto, sem governo. Fala-se muito em crise. Vou dizer o que vivi no Senado neste ano. A maior crise política é um governo sem base política. Todas as crises foram geradas pela base do governo. Nós não representamos 20% do Senado. Nós não temos maioria para derrotar nada no Senado. Absolutamente nada. Nem pra ganhar nada. Quem derruba, ou vai derrubar ou votar, é a base do governo. Mais grave ainda: boa parte é do partido do governo. O PT foi a maior oposição ao ministro do governo (ex-ministro da Fazenda Joaquim Levy, que foi substituído por Nelson Barbosa, ex-ministro do Planejamento). Não vamos discutir o mérito, mas é ministro do governo. Não existe, numa democracia republicana representativa, um governo presidencialista sem partido político que lhe dê apoio, nem o seu próprio. Um governo que não tem partido nem apoio do seu partido: a base da crise é toda essa. Qual é a perspectiva? O governo vai ter apoio do partido e da base neste ano? A gente já está vendo aí com o ministro novo, o Barbosa, atrito com o presidente do PT (Rui Falcão). Isso não é existe. A presidente não tem nada que oferecer a nós e ao país. A presidente não vai ser impedida. Mas vai fazer o que com o governo, se ela não tem uma base? Conseguir ficar três anos assim é improvável. “

Impeachment improvável, avalia:

“Um impeachment também é improvável. Porque, na hora da luta pelo poder mesmo, e aí existe muito fisiologismo e clientelismo, ela (Dilma) tem maioria. Não existe maioria parlamentar para derrubá-la. Não sei nem dos aspectos jurídicos, porque não sou advogado e existem prós e contras. Mas, que ela está perdendo as condições de governar, está. A hipótese da cassação pelo Tribunal Eleitoral (TSE) é outra. Pelo que sei e pelas análises, não parece uma saída provável. Renúncia é improvável. A outra (possibilidade) é recuperar o seu partido através de uma reviravolta e de uma liderança para que possa conseguir dar uma luz para todos. Também isso é improvável.”.

Pelo jeito, a prevalecer a tese do senador Jereissati, a única coisa provável parece mesmo ser a conta de tudo isso cair no colo dos brasileiros.

Sem dó, nem piedade.

Haja fôlego e estômago!!!!

(Com informações do jornal O Povo)

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