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Agência alerta para perigo de drones à segurança da aviação

Os drones civis constituem uma “ameaça real e crescente” para os aviões civis, afirmou nesta segunda-feira a Associação de Transporte Aéreo Internacional (IATA), que pediu uma regulamentação dessa atividade para impedir eventuais acidentes.

O perigo representado por esses pequenos aviões sem piloto aumenta na medida em que as pessoas descobrem as diversas aplicações da tecnologia não militar, declarou o diretor geral da IATA, o britânico Tony Tyler.

Não podemos permitir que o “desenvolvimento de drones se torne um obstáculo para a segurança da aviação civil”, acrescentou Tyler em uma coletiva de imprensa em Cingapura, na véspera da abertura do salãi aeronáutico nesta cidade-Estado no sudeste asiático.

“Devemos adotar uma abordagem cautelosa em termos de regulamentação e um método pragmático para aplicar a lei para aqueles que ignoram as regras e colocam em risco a vida dos outros”, insistiu Tyler.

O uso crescente de drones militares, comerciais e de entretenimento poderia provocar colisões entre estes dispositivos de controle remoto e aviões de linha com consequências catastróficas, estimam os especialistas.

“É um problema real. Recebemos muitos relatos de pilotos indicando a presença de drones em lugares inesperados, incluindo voando baixo em torno dos aeroportos. Não há como negar que é um problema real e crescente para a segurança de aeronaves civis”, declarou Tyler.

A IATA não dispõe de estatísticas sobre o número de drones no mundo, mas não há dúvidas de que estas pequenas aeronaves têm se proliferado, afirma Rob Eagles, especialista em drones dentro da organização da aviação civil.

Até agora, apenas 63 dos 191 países membros da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) adotaram regulamentos sobre a utilização de drones, observou Eagle.

A principal preocupação da IATA tem a ver com os drones que sobrevoam áreas próximas de aeroportos e que representam um perigo para as aeronaves no momento da decolagem e pouso, segundo Eagle.

A IATA também quer garantias de que as frequências utilizadas pelos drones não interfiram nos sistemas de controle de tráfego aéreo, indicou Eagle.

O Centro de Estudos de Drones da universidade americana de Bard indicou que entre dezembro de 2013 e setembro de 2015 foram registrados 921 incidentes envolvendo drones no espaço aéreo dos Estados Unidos.

Trinta e seis incidentes foram classificados como “perto de uma colisão”, indica o relatório da universidade.

Em 28 ocasiões, os pilotos dos aviões tiveram que executar manobras para evitar uma colisão com um drone, disse o relatório.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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