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Auditoria detecta mais irregularidades no Senado da Argentina

Buenos Aires, 9 fev (EFE).- As novas autoridades do Senado da Argentina, que empreenderam uma auditoria na instituição quando assumiram o poder em dezembro do ano passado, denunciaram mais irregularidades em contratos assinados durante a gestão da ex-presidente Cristina Kirchner, informou nesta terça-feira a imprensa local.

Após a polêmica rescisão de contratos ordenada pela vice-presidente argentina, Gabriela Michetti, que se traduziu em mais de duas mil demissões no início de 2016, as novas autoridades asseguram que há novos casos suspeitos.

Um funcionário que vive na Austrália, um fundo milionário cedido aos sindicatos e a situação da “Senado TV”, o canal que transmite as sessões e a atividade da câmara, são algumas das irregularidades denunciadas pela coalizão Cambiemos, que chegou à presidência argentina em dezembro do ano passado.

A nova diretora de imprensa deste corpo legislativo, Paula Schuster, disse ao jornal “La Nación” que o Senado gastou, por meio da emissora, 126 milhões de pesos (cerca de R$ 34 milhões).

No entanto, enquanto os programas eram realizados com recursos da câmara alta, que pagava salários de cinegrafistas, locutores, apresentadores e produtores, também se abonava mensalmente uma empresa privada, suposta proprietária da marca “Senado TV”.

Segundo Hélio Rebot, secretário administrativo da câmara alta, o Senado pagava “contra apresentação das faturas, o que equivale a uma contratação direta, mas sem a necessidade de cumprir requisitos ou condições”.

Outra das irregularidades sob suspeita reside na área encarregada de emitir passagens de avião para os senadores que vivem em províncias afastadas da cidade de Buenos Aires.

“Encontramos uma estrutura superdimensionada de 50 funcionários que se encarregavam da emissão de passagens. Se for levado em conta que há 72 senadores e que os que representam distritos próximos à capital não usam passagens, estamos muito perto de uma relação de um empregado por senador”, contou Schuster.

Além disso, também averiguam uma resolução conjunta do Senado e da Câmara dos Deputados que atribuiu aos sindicatos do Congresso uma verba em conceito de “ajuda social” equivalente a 2% do total dos salários que recebem os trabalhadores filiados.

“A transferência de recursos aos grêmios foi dada pelo Congresso com fins sociais”, justificou hoje Hugo Godoy, secretário-geral da Associação Trabalhadores do Estado (ATE), em entrevista à emissora de rádio “Once Diez”.

“Os fundos são para imóveis dos empregados da ATE, não podem ser usados para outra coisa”, acrescentou.

No Senado, a vice-presidente argentina já tinha denunciado um aumento “injustificável” na quantidade de funcionários contratados durante a gestão de seu antecessor, o kirchnerista Amado Boudou.

“Não se pode justificar semelhante aumento já que o Senado mantém o mesmo número de senadores e as mesmas funções”, declarou Michetti no início de janeiro, quando começou com a revisão na câmara alta do país vizinho e rescindiu 2.035 contratos assinados por Boudou.

Fonte: Bol.com.br

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