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Blocos populares marcam ritmo de último dia de carnaval no Brasil

Alba Santandreu.

São Paulo, 9 fev (EFE).- O último dia de carnaval foi marcado pelos blocos que invadiram as ruas de todo o país, marcando o ritmo após quatro intensos dias de farra.

As escolas de samba cariocas encerrara nesta madrugada os desfiles, deixando o protagonismo do dia aos blocos, considerados por muitos a expressão mais autêntica do Carnaval.

Longe das pomposas fantasias e da estrita organização que caracteriza as escolas de samba, os “blocos de rua” atraem multidões com fantasias improvisadas, entre as quais nunca falha os homens vestidos de mulher e as máscaras de políticos, que este ano pareciam estar mais populares do que nunca, diante da crise que o país enfrenta.

O tradicional bloco das Carmelitas encheu as ruas do bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, de hábitos. Os cerca de 10 mil “fiéis” madrugaram para comemorar a lenda sobre uma freira desta ordem que um ano decidiu fugir do convento de clausura para, vestida com seu hábito, sambar no carnaval.

O bloco das Carmelistas foi o primeiro dos muitos que tomaram as ruas do Rio, entre os que se destacam também a emblemática “Banda de Ipanema” e a “Orquestra Voadora”.

Este último bloco, formado por uma orquestra de 50 músicos concentrou outras 10 mil pessoas no Aterro de Flamengo.

Apesar de o Rio de Janeiro ser a cidade do carnaval por excelência, os blocos estão presentes em todo o país, arrastando milhões de brasileiros e turistas de todas partes do mundo que fizeram graça da falta de habilidade para requebrar os quadris.

Em São Paulo os brasileiros deixaram de lado o terno e a gravata e se refugiaram atrás das máscaras para as últimas horas de festa antes de a cidade submerja de novo no frenético mundo dos negócios. Ali, David Bowie, morto em janeiro foi homenageado pelo “bloco To de Bowie”com um repertório de seus grandes sucessos, acompanhados por centenas de fãs.

“O comportamento camaleônico de Bowie se parece muito com o Brasil e com o próprio carnaval”, explicou Renato, um dos criadores do bloco, que foi idealizado antes da morte do cantor.

Em Salvador, outro dos templos brasileiros do carnaval, a farra foi interrompida brevemente na segunda-feira e na terça-feira pelo protesto de um grupo de vendedores ambulantes pela restrições impostas pela prefeitura para vender determinadas marcadas de cerveja.

Apesar de o carnaval terminar oficialmente hoje para dar lugar à quarta-feira de Cinzas, os brasileiros resistem na hora de pôr o ponto final em sua festa mais popular, e os blocos continuarão no Rio de Janeiro até o próximo domingo.

Fonte: Bol.com.br

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