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Boutros-Ghali morreu após sofrer fratura no quadril, segundo seu médico

Cairo, 16 fev (EFE).- O ex-secretário geral da ONU e destacado diplomata egípcio Boutros Boutros-Ghali morreu nesta terça-feira em um hospital do Cairo aos 93 anos, após sofrer uma fratura de quadril, informaram à Agência Efe seu médico e seu representante.

A diretora de seu escritório no Egito, Shaima Nasser, confirmou sua morte em declarações à Efe, mas não ofereceu mais detalhes sobre as causas.

Por sua vez, o médico que tratou Ghali, Samir Fanus, disse à Efe que o diplomata estava hospitalizado há vários dias após ter caído e fraturado o quadril, o que lhe afetou muito devido a sua avançada idade.

Fanus acrescentou que estava previsto que fosse submetido a uma operação, mas não foi possível devido a seu delicado estado de saúde e tampouco pôde ser transferido à França para receber tratamento.

Por sua parte, um porta-voz do Hospital Al Salam, situado no bairro de Muhandisin, no leste da capital, confirmou que Ghali tinha morrido neste centro e que seu corpo permanecia ali.

Na quinta-feira passada, Ghali recebeu uma ligação do presidente egípcio, Abdul Fatah al Sisi, preocupado com seu estado de saúde, e também recebeu a visita do papa copta Teodoro II, que lidera a comunidade cristã ortodoxa do Egito à qual Ghali pertencia.

O diplomata egípcio, nascido em 1922, foi eleito chefe das Nações Unidas em 1992, substituindo o peruano Javier Pérez de Cuéllar, e ocupou o cargo até 1996.

O presidente rotativo do Conselho de Segurança, Rafael Ramírez, anunciou hoje em Nova York a morte do egípcio, que foi o primeiro africano a ocupar o cargo de secretário-geral das Nações Unidas, antes do ganês Kofi Annan.

Fonte: Bol.com.br

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