Últimas

Carnaval 2016: Desfile das Campeãs do Rio de Janeiro será transmitido, mas não pela Globo

Enredo da escola vencedora foi em tributo a Maria Bethânia. Foto: Marcos Arcoverde/Divulgação
Enredo da escola vencedora foi em tributo a Maria Bethânia. Foto: Marcos Arcoverde/Divulgação

Neste sábado, a Sapucaí recebe o tradidicional Desfile das Campeãs, com as seis escolas de samba do Rio de Janeiro que obtiveram as melhores pontuações na competição. Pela primeira vez, a TV Brasil exibirá a festa. Após reduzir a duração da transmissão da disputa – o que levou a um polêmico corte na apoteose da Vila Isabel, cujo enredo homenageou Miguel Arraes -, a TV Globo abriu mão da transmissão.

Confira os horários dos shows em cartaz no Divirta-se

“Mangueira, teu cenário é uma beleza/ Que a natureza criou (ô ô ô)/ O morro com seus barracões de zinco/ Quando amanhece, que esplendor/ Todo mundo te conhece ao longe/ Pelo som dos tamborins e o rufar do seu tambor/ Chegou (ô ô ô)/ A Mangueira chegou (ô ô ô)…”

A empolgação dos integrantes da bateria e dos puxadores de samba da Verde-Rosa na concentração, ao cantar, com entusiasmo incomum, o samba Exaltação a Mangueira (Eneas Brittes e Aloísio Augusto), considerado o hino da escola, já antecipava o que o público presente à Marquês de Sapucaí veria o que os telespectadores assistiriam em seguida.

O desfile quase impecável – de acordo com a avaliação dos jurados – , levou a Estação Primeira à conquista do 18º título, o primeiro depois de 14 anos de revezes, recolocando no Olimpo do carnaval carioca, a mais tradicional e reverenciada escola de samba do Rio de Janeiro. Para isso, contou com a força dos orixás, contida nos versos de A menina dos olhos de Oyá, o samba-enredo que reverenciou a cantora baiana Maria Bethânia, ícone da Música Popular Brasileira.

Bethânia, que acompanhou a apuração dos votos cercada de amigos, em sua casa, na Zona Sul carioca, disse que pediu “misericórdia” à sua protetora ao entrar no carro com o qual desfilou pela avenida, sob olhares e aplausos de milhares de pessoas. “Fui recebida de forma linda e carinhosa pelo público, que homenageou a mim e à minha obra”. Ela contou que é mangueirense desde que chegou ao Rio, em 1965, para substituir Nara Leão no musical Opinião. “A vitória é da Mangueira, de todos os mangueirenses, e de Oyá, que esteve sempre ao meu lado”.

Neste sábado, ao voltar ao imenso palco para o desfile das campeãs do “maior espetáculo da terra”, ela e a Verde-Rosa estarão lado a lado com  Imperatriz Leopoldinense, Beija-Flor, Salgueiro, Portela e Unidos da Tijuca — as outras cinco mais bem classificadas. O início está previsto para as 20h30 e Mangueira será a última a se apresentar.

Salgueiro, que ficou em quarto lugar, trará de volta o enredo baseado no musical Ópera do malandro, escrito por Chico Buarque de Holanda. Houve quem estranhasse a ausência do compositor – um dos mais gravados por Bethânia – no desfile da campeã. Logo ele que em 1998 foi reverenciado com o enredo Chico Buarque da Mangueira, responsável pelo 16º título. Chico, dessa vez, optou por se ausentar, possivelmente em respeito à homenagem que o Salgueiro indiretamente lhe prestou.

Desfile das campeãs

Neste sábado, a partir às 20h30, na Marquês de Sapucaí, Rio.
Ordem de apresentação: Imperatriz Leopoldinense, Beija-Flor, Salgueiro, Portela, Unidos da Tijuca e Mangueira
Transmissão: TV Brasil

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *