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Com presos e feridos, PM e dirigentes pedem mudanças para os próximos clássicos

O maior produto do futebol alagoano, o clássico entre CSA e CRB, gera grande expectativa para o jogo em si e a festa das torcidas. Porém, a partida também é tratada como uma guerra no quesito segurança e registrou confronto de torcedores e policiais militares no intervalo da partida, com várias pessoas feridas.

Antes mesmo de começar o jogo, o problema esteve na entrada do Estádio Rei Pelé. Torcedores que deixaram para entrar de última hora sofreram mais. No entanto, há quem passou por problemas, mesmo tentando seguir para as arquibancadas uma hora antes do jogo.

De acordo com a comissão de transparência de público do time mandante, o CSA, foram instaladas 12 catracas para as grandes arquibancadas, 3 para a geral e mais uma do sócio-torcedor, 2 nas cadeiras especiais e 4 dos visitantes, sendo duas na arquibancada alta e mais duas na alta.

Torcida amontoada no acesso as grandes arquibancadas (Foto: CadaMinuto)

Porém, de acordo com o membro da comissão, Max Mendes o local das catracas e o número de militares fazendo a revista não atendeu a demanda. “Não é uma crítica a PM ou diretamente a um responsável, mas é um problema geral que precisa ser melhorado. A leitura dos ingressos estava funcionando normalmente, mas nas grandes arquibancadas por exemplo, com mais ou menos 10 mil pessoas, precisava de no mínimo, 50 militares, quando tinham 10 ou 12”, disse.

Foto: CadaMinuto

Mendes ainda pediu para uma melhoria no Rei Pelé, num trabalho conjunto entre os clubes e a federação. “Acho que poderia ser feito um investimento, estamos dispostos a isso. Vamos procurar o CRB, a FAF e a administração do estádio para que sejam instaladas novas catracas, em lugares estratégicos, que facilitem também o trabalho da PM e esse investimento que vamos fazer, pode ser descontado no aluguel do estádio”, explicou.

Outro grande problema para entrada de torcedores, se referiu ao acesso de sócios para as cadeiras especiais. Para chegar a este setor, os torcedores tinham que entrar pelo mesmo caminho onde estava à torcida do CRB, na entrada próxima a empresa de viação “Veleiro”.

Com isso, quem chegou de carro e adentrou ao estacionamento, pôde seguir normalmente. Mas, depois que o espaço ficou lotado, muitos tiveram que colocar seus veículos em outros locais e teriam de seguir andando, correndo o risco de encontrar com torcedores rivais. Assim, os azulinos, muitos deles acompanhados de mulheres e crianças, tiveram que entrar por outro acesso e pular um muro.

“Isso é um absurdo. Tive que pular com meu filho de cinco anos, correndo o risco da gente se machucar. Eu pensei até em voltar, ir embora, mas não sei o que é mais perigoso agora”, criticou o funcionário público Mauro dos Santos.

Rua de acesso tomada por torcedores do CRB (Foto: CadaMinuto)

O representante do CSA explicou que a rampa 2 do estádio estava liberada apenas para a torcida organizada. Porém, com a proibição da presença da Mancha Azul, o volume de torcedor é bem menor, o que inviabilizou o acesso de centenas de torcedores.

Durante o jogo, o estádio deveria receber um público de 15 mil pessoas, recomendado pela própria PM, mas, segundo o clube mandante do jogo, o CSA, o público total foi de 17.004 torcedores.

No intervalo do jogo, o grande problema. Vendo o time perder em campo, e com grande aparato policial nas grandes arquibancadas, alguns torcedores entraram em confronto com policiais militares.

Foi necessária a intervenção do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), que tentou conter os ânimos, gerando um conflito ainda maior. Na confusão, cinco torcedores ficaram feridos, sendo três homens e duas mulheres, que foram atendidos por unidades de emergência do Corpo de Bombeiros e encaminhados para o Hospital Geral do Estado.

Foto: CadaMinuto

Em contato com o Coronel Marcos Sampaio, comandante de policiamento da capital (CPC), explicou o acontecido. “Eu estava no setor da PM nas grandes arquibancadas e vi tudo. Os ânimos estavam exaltados, o CSA estava perdendo e houve uma discussão de torcedores que o patrulhamento precisou intervir e retirar um desses torcedores. Nesse momento, algumas pessoas se usam do anonimato para cometer delitos e daí o confronto, que teve a necessidade de intervenção do BOPE”, disse.

Criança com medo da confusão no Rei Pelé (Foto: CadaMinuto)

O coronel ainda reforçou que o relatório do jogo está sendo confeccionado pelo comandante de policiamento responsável pelo clássico, Tenente Coronel Jairisson. Mas, 30 pessoas foram presas e cinco menores apreendidos, principalmente por briga, desordem e uso de entorpecentes.

Sobre o próximo clássico, com mando de campo do CRB, marcado para o dia 13 de março, o coronel da PM pediu mudanças. “Sabemos que todo clássico gera grande demanda e o cuidado deve ser redobrado. Pedimos que seja revista a questão da instalação de novas catracas para aumentar o fluxo de torcedores, num lugar que facilite a revista de segurança e a entrada da torcida”, completou Sampaio.

CONFIRA FOTOS DA CONFUSÃO:

Foto: CadaMinuto

    Foto: CadaMinuto

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    Foto: CadaMinuto

    Foto: CadaMinuto

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