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Destino da Pérola Negra será decidido em assembleia na próxima segunda (22)

A Liga das Escolas de Samba de São Paulo vai decidir o destino da Pérola Negra para o Carnaval 2017 em assembleia geral que será realizada na próxima segunda-feira (22). A escola da Vila Madalena, que foi uma das rebaixadas para o Grupo de Acesso este ano, entrou com recurso no início da semana para se manter no Grupo Especial.

A agremiação considera que foi prejudicada por falhas técnicas na estrutura do sambódromo devido a uma queda de energia, causada pela explosão de um transformador no local. O incidente atrasou os desfiles da sexta-feira de Carnaval e, durante a passagem da Pérola, alguns refletores do meio da passarela permaneceram apagados.

Ao UOL a assessoria de imprensa da escola afirmou que foi realizada uma reunião na terça-feira (16), que contou com a presença da maioria dos presidentes das escolas de samba paulistanas. Ainda segundo a escola, o pedido foi acatado e a Pérola volta ao grupo especial em 2017.

No entanto, em nota divulgada nesta sexta, a Liga das Escolas de São Paulo, informou que a reunião de terça, com presença de 19 dos 23 presidentes das agremiações que integram a entidade, decidiu apenas a abertura de processo para analisar novamente o resultado final do Carnaval 2016, especialmente em relação às agremiações que foram rebaixadas ao Grupo de Acesso.

Segundo a Liga, de acordo com seu estatuto, uma decisão final só poderá ser tomada após a realização de uma Assembleia Geral Extraordinária, que foi marcada para segunda-feira. Na ocasião, será decidido se haverá ou não alteração nas escolas que serão rebaixadas ao Grupo de Acesso do Carnaval 2017.

No entanto, a Pérola Negra já comemorava a volta ao Grupo Social em suas redes sociais no início da semana. “Nossa diretoria não mede momento e esforços para correr atrás do que é justo. Em consenso com a organização do Carnaval de São Paulo, o Pérola Negra desfilará no Grupo Especial em 2017. Estamos felizes demais”, dizia o post.

O desfile

A queda de energia não foi o único problema da Pérola. A escola teve dificuldade para colocar na avenida o segundo carro, que passou com dificuldade pela saída da concentração, por causa de seu tamanho. O quarto carro também enfrentou contratempos para entrar na pista e prejudicou a evolução da escola. Os incidentes geraram correria no desfile para não estourar o tempo.

Leo Franco / AgNews

A bailarina Isabella Rodrigues durante desfile da Pérola Negra

A Pérola mostrou o tema “Canindé ao samba no pé. A Vila Madalena nos passos do balé”, que propôs um baile de diferentes ritmos musicais, com bailarinos profissionais na avenida. Devido à chuva que caiu no Anhembi, a escola foi recebida por uma arquibancada parcialmente vazia e plateia pouco animada. O enredo complexo soou de difícil compreensão no sambódromo. Por ser a primeira escola, o samba tem o papel de levantar o público, mas a composição não pegou e a arquibancada assistiu boa parte em silêncio.

Na volta ao Grupo Especial, a vice-campeã do Grupo de Acesso em 2015 apresentou fantasias sem luxo, mas criativas, compondo um desfile bem colorido para contar história das danças e festas populares no Brasil. O carnavalesco Fábio Borges criou uma linha do tempo imaginária que começava quando a Vila Madalena ainda era uma floresta de Mata Atlântica e terminava nos dias de hoje, quando se consolidou como o ponto de encontro dos blocos de rua.

Para chegar no samba e no Carnaval, as alas e coreografias da escola passaram pela dança das águas dos igarapés, o balé aquático dos peixes, as danças indígenas, a catira e o fandango dos tropeiros, os batuques dos escravos, a capoeira, o frevo, o maracatu, o boi-bumbá e a gafieira. Abrindo o desfile, a escola colocou bailarinas na comissão de frente, com o balé “A Dança da Natureza”.

Fonte: Bol.com.br

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