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Distância e isolamento tornam desafio mais difícil

Os irmãos moram na aldeia Riacho Grande, zona rural de Carnaubeira da Penha, município a 425 km do Recife, de 12 mil habitantes. A aldeia é uma das 43 que compõem o povo Atikum, segundo o cacique Jovaci Santos, 46.

Se na capital existem três geneticistas, no Sertão esse tipo de atendimento é ainda mais difícil. Joilson e Josélia chegaram a fazer exames quando crianças, mas o diagnóstico nunca chegou.
“Primos têm 25% de chances de ter filhos com doenças genéticas”, esclarece o clínico e geneticista Rodrigo Florencio.

Segundo a Divisão de Atenção à Saúde Indígena (Diasi), do Ministério da Saúde, há em Pernambuco 12 polos base para aldeados, um deles na sede do atikuns. O atendimento é realizado por 71 profissionais de três equipes formadas por médicos, enfermeiros, cirugiões, dentistas, técnicos de enfermagem e agentes de saúde.

“As equipes não são suficientes, é muita gente e nem sempre é possível ver a situação de todo mundo. São dois dentistas para as aldeias, sempre fica alguém sem atendimento”, lamenta Jovaci.

As equipes cobrem saúde básica. Procedimentos de média complexidade são encaminhados aos municípios ou estado. “O polo tem a responsabilidade de fazer a articulação com o município. Nos atikum, uma dentista estava de licença maternidade e pediu para sair. Estamos fazendo processo seletivo para compor a equipe. Também há o Mais Médicos”, esclareceu a chefe substituta da divisão, Yolanda Dourado.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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