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Do que a HTC precisa para se dar bem com o próximo One?

Da Redação do site Tudocelular.com.br

HTC deve renovar em breve sua principal linha de dispositivos portáteis, trazendo mais um flagship ao mercado de telefonia móvel. A companhia sediada em Taiwan tem a dura missão de se reerguer no segmento de tecnologia mobile, pois vem perdendo espaço há alguns anos, chegando, por exemplo, a deixar de atuar no Brasil por falta de recursos financeiros. A sua próxima aposta, começando com o pé direito, não deve utilizar o mesmo padrão ‘One M’, apesar de manter o sufixo, mas a empresa asiática precisa se atentar a alguns fatores se quiser mesmo mandar bem com seu futuro smartphone de elite. Com base nos recentes rumores e especulações relacionadas à marca oriental, saiba os fatores que podem fazer com que ela se garanta na mais nova geração de carros-chefes que está por vir, cuja concorrência terá astros como o LG G5, Samsung Galaxy S7, Xiaomi Mi 5 e outros.

Uma construção exemplar

A empresa asiática sempre manteve um padrão bem elevado na construção de seus produtos da linha One M, e isto deve ser mantido em seu próximo aparelho. Ao invés de usar o policarbonato, a companhia taiwanesa deve dar continuidade à boa relação com o metal, desta vez usando um corpo unificado para oferecer uma experiência altamente agradável ao usuário. De fato, a fabricação dos celulares da HTC é considerada um de seus pontos mais fortes, portanto assegurar isto no futuro One seria natural para ela. Um cuidado maior deve ser tomado nas proteções do sinal da antena, entretanto, mas falaremos um pouco mais disso mais abaixo, quando abordamos sobre o provável design escolhido pelos engenheiros da marca oriental.

Uma mudança esperada no design

Os designers da HTC estão mantendo basicamente a mesma aparência da linha One M desde o primeiro integrante da família, o One M original. Outras fabricantes também são conhecidas por dar uma grande continuidade às aparências de seus principais modelos, como a Samsung e a Apple, por exemplo, mas ambas as gigantes da tecnologia vão muito bem no mercado de telefonia móvel, o que não é o caso da taiwanesa. Portanto, estima-se que a empresa tenha reforçado o pedido de uma renovação completa do visual de seu dispositivo para seus engenheiros. A imagem acima, refletindo a possível aparência final da novidade, mostra que ela conseguiu não só dar uma cara completamente moderna a seu flagship, mas manter seu DNA intacto, visto tamanha similaridade com o One A9, incluindo os cantos arredondados, oferecendo boa ergonomia na hora de segurá-lo na palma da mão, e o vidro 2.5D, também curvo em suas extremidades, além de um leitor de impressões digitais na parte frontal da carcaça, podendo, ou não, servir como um botão home. Não importa tanto se ficou bonito ou não, de primeira instância, apenas o fato dela estar buscando novidades já diz muito a seu respeito.

Marketing mais abrangente

HTC investe, sim, em marketing, participando, por exemplo, da Champions League, uma das maiores competições futebolísticas no mundo inteiro. O que falta para a empresa asiática chegar em um patamar tão elevado quanto a Samsung e Apple, então? Abrangência e criatividade. Embora tenha um dos maiores astros do cinema atual como ‘garoto-propaganda’, Robert Downey Jr. (Homem de Ferro, 2008), a companhia nunca caiu verdadeiramente nas graças do público, então a renovação da equipe de marketing ligada a ela seria uma boa para dar certo no segmento de tecnologia mobile. É um passo complicado a ser dado, mas adotar uma personalidade mais forte no âmbito publicitário é algo urgente para a marca oriental.

Android em foco

Outro ponto forte da HTC que pode ser citado sem sombra de dúvidas é a sua boa relação com o Android. Por ter sido a primeira parceira da Google no robozinho, a empresa sediada em Taiwan está, desde o lançamento do primeiro Nexus já feito, acostumada a trabalhar com o sistema operacional da gigante de Mountain View. Como resultado, a Sense, interface própria da companhia asiática, tornou-se base de comparação para designs agradáveis e a otimização geral da plataforma. Com o tempo, entretanto, a dura concorrência fez a estrela do ambiente virtual tornar-se opaca, mas ela precisa voltar a brilhar se o assunto for sucesso no mercado de telefonia móvel. Oferecer serviços próprios de qualidade, como a Samsung já faz, por exemplo, e aliar isso à aparência do Marshmallow seriam formas de voltar no páreo de softwares. Ah, não dá para esquecer de atualizar frequentemente os celulares, é claro.

Preço moderado

Está bem, os flagships já estão bem caros, o que a HTC não pode fazer, caso queira realmente lutar pelo topo neste ano de 2016, é lançar um produto muito caro. Os celulares da HTC, em geral, seguem o padrão ditado pelas categorias, ou seja, os intermediários seguem os rivais intermediários e por aí vai. O que acontece com a linha principal de carros-chefes da marca da Taiwan, por outro lado, é superar, mesmo que ligeiramente, a concorrência. Isto pode afugentar os interessados no futuro One, então seria bom se a empresa asiática conseguisse equilibrar a construção, design e especificações técnicas do smartphone a um valor atraente. Quem sabe US$ 649 ou menos, como a Apple e a Samsung, por exemplo.

Fortes especificações técnicas

Certo, este tópico parece já estar sendo bem atendido pela HTC. Caso tudo ocorra como o esperado, o futuro One contará com uma forte lista de especificações técnicas, incluindo a tela de 5,1 polegadas, usando a resolução Quad HD (2560 x 1440 pixels) para a exibição de conteúdo, 4 GB de RAM, chipset Qualcomm Snapdragon 820, portando um processador de quatro núcleos, cada um deles rodando a 2,2 GHz, e Adreno 530 como placa gráfica, 32 GB de memória para o armazenamento interno, podendo ser expandida via cartão microSD, câmera principal de 12 megapixels, aproveitando a tecnologia UltraPixel para uma resolução escalonadamente maior, também com estabilização ótica de imagem, e Android 6.0.1 como sistema operacional, modificado pela interface própria da HTC, Sense 8.

Um bom timing

HTC também precisa acompanhar as rivais no calendário, caso queira competir de igual para igual. É o que não deve acontecer, infelizmente. Ao invés de aproveitar o ‘hype train’ da MWC (Mobile World Congress) 2016, uma das maiores conferências ligadas ao mercado de telefonia móvel do mundo, marcada para a penúltima semana deste mês de fevereiro, especula-se que a fabricante esteja planejando a apresentação oficial do novíssimo One para 11 de abril, com o início das vendas estimado em 9 de maio. Até lá, fortes nomes da tecnologia mobile já devem ter estreado publicamente suas próprias investidas, como é o caso da LG e o G5, Samsung e o Galaxy S7, Xiaomi e o Mi 5, além de outras que devem aparecer com o tempo. Não é muito tarde para lançar o novo One, não, HTC?

Aguardaremos até a estreia oficial do próximo HTC One para voltar a olhar esta lista, comparando as previsões com o atual resultado da empresa asiática. Com o sucesso da primeira parceira da Google no Android, os integrantes da família One podem, finalmente, retornar ao Brasil, acirrando a competição no mercado de telefonia móvel nacional, e quem ganha são os consumidores. Talvez a marca oriental nos surpreenda e comente sobre a novidade já na MWC 2016, e, como viajaremos a Barcelona, Espanha, especialmente para cobrir todas as boas novas do evento, é altamente recomendável ficar atento no TudoCelular nas semanas que estão por vir. E aí, querem adicionar algum outro tópico na lista? Deixe-nos saber em seu comentário.

O HTC One A9 ainda não está disponível nas lojas brasileiras. Para ser notificado quando ele chegar clique aqui.

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Fonte: Tudocelular.com.br
Notícia originalmente postada pelo site Tudo Celular.

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