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"Eu bebo, fumo… Faço tudo", diz Martinho da Vila em entrevista

  • Divulgação/Marcos Dantas

    12.fev.2016 - Martinho da Vila é o entrevistado da seção "Sentido da Vida", da revista Sexy deste mês

    12.fev.2016 – Martinho da Vila é o entrevistado da seção “Sentido da Vida”, da revista Sexy deste mês

Cantor e compositor, Martinho da Vila, 78, é o entrevistado da seção “Sentido da Vida”, da revista Sexy deste mês. À publicação, ele falou sobre samba, bebidas, drogas, sexo e política.

“Eu bebo, fumo… Faço tudo. Não cheiro, não fumo maconha. Nunca fumei maconha, porque não gosto do cheiro. E sempre tive na minha cabeça que isso não ia ser legal. Houve um período em que eu exagerava mais um pouco na bebida. Mas é como falei: tudo o que se faz em excesso enjoa”, declarou.

Casado há vinte e dois anos, Martinho falou sobre sua relação com o sexo: “É um vício que é preciso controlar. Só que a gente ganha essas capacidades de controle ao longo da vida (risos). Hoje estou quieto. Vinte e dois anos de casamento.”
 

Sobre a crise econômica e a situação política do país, o cantor foi enfático: “O governo Lula foi o melhor que esse país já teve desde Getúlio Vargas. Só que tudo que fica muito tempo se deteriora. Todo governante que fica muito tempo no poder, pode ver ao longo da história, fica mal na foto. O propósito da ditadura, por exemplo, era só chegar ao poder, dar uma sacudida no Brasil, ajustar o crescimento e bola pra frente com as eleições. Mas aí ficaram toda a vida.”

Para Martinho, juiz só vai preso no Brasil hoje em dia. “Até recentemente isso não existia. Estava falando com um taxista dia desses sobre esse assunto. Os noticiários mudaram a forma de contar o Brasil. Antes só falavam dos pobres que iam presos. Agora todo dia tem um poderoso endinheirado sendo preso pela Polícia Federal. Isso é um fato positivo. Pessoas que antes se achavam acima da lei agora têm seus papéis reescritos. E, se as prisões continuarem, acho que vai faltar cadeia para tanta gente (risos). Aí o Brasil para.”, afirmou.

Quanto ao samba, assunto que deixa o compositor à vontade, ela avalia que – hoje em dia- tem “uma linguagem mais direta, que tem mais a ver com essa linguagem da internet, de jovens”.  “Os compositores não estão se preocupando em burilar a letra. Daí a poesia, a palavra, a riqueza melódica estarem inferiores. Isso porque tudo é imediato demais. O samba tem perdido qualidade”, criticou.

Fonte: Bol.com.br

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