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Evolução do combustível é decisivo para sucesso na Fórmula 1 hoje. Entenda

  • Getty Images

As últimas duas temporadas da Fórmula 1, desde a introdução dos motores híbridos V6 turbo, tiveram o domínio das Mercedes e o crescimento de todas as equipes que contaram com os motores alemães. Mas existe um fator que faz a equipe de Lewis Hamilton e Nico Rosberg estar um passo à frente dos demais: o combustível.

A própria Ferrari, que cresceu muito entre 2014 e 2015, creditou parte de sua evolução a este fator. Segundo a Shell, parceira de longa data da equipe italiana, o combustível sozinho foi responsável por 25% dos ganhos totais do time com a unidade de potência, resultando na melhora de 0s5 por volta e 30s durante um GP.

Apesar dos dados da Shell terem sido recebidos com ceticismo pelos rivais, é notória a preocupação com a evolução do combustível. Tanto, que a Mercedes utilizou todas as fichas de desenvolvimento disponíveis em 2015 para adaptar seu motor a uma nova mistura fornecida por sua fornecedora, a Petronas – e isso fez com que nenhuma das clientes recebesse a atualização.

Outro caso é o da McLaren, que teria sido por grande parte de 2014 a pior equipe entre as clientes da Mercedes justamente pela deficiência do combustível da Mobil em relação aos demais.

Desde a introdução das novas regras, a F1 tem visto uma busca incessante pela eficiência. Isso porque o regulamento prevê limites do consumo de combustível – de 100 kg por corrida no total e de fluxo, que não pode ultrapassar 100 kg/h. Assim, os fornecedores têm buscado obter o máximo de performance com o mínimo de consumo e, como cada equipe tem uma parceria diferente, os resultados também são distintos, mesmo para um motor idêntico.

Uma das grandes metas dos novos combustíveis é ampliar a eficiência térmica das unidades de motores. E, mesmo que o diretor da Honda, Yasuhisa Arai, tenha dito recentemente que a tendência deste ano é que “a evolução se nivele um pouco”, uma vez que é o terceiro ano em que estes motores serão utilizados, a Mercedes já avisou que melhorou “de forma impressionante” sua eficiência, segundo o diretor de motores, Andy Cowell, a ponto de superar os 900cv no total da unidade de potência.

‘Anti-doping’
O combustível usado na Fórmula 1 é muito próximo ao dos carros de rua, por regulamento, e acredita-se que a grande diferença de potência está no 1% em há mais liberdade aos fornecedores. Ele é composto de cerca de 150 tipos de compostos químicos e passa por uma série de testes promovidos pela Federação Internacional de Automobilismo a cada final de semana de corrida.

O teste é como uma polegada do combustível, que mostra do que ele é composto. “Eles aparecem duas vezes durante o final de semana. Nós monitoramos quando eles tiram as amostras para nos certificarmos de que não há contaminação”, explica Mike Evans, chefe de desenvolvimento da Shell na F-1. “O que eles querem saber é se não colocamos um composto X apenas para usar nas corridas.”

Fonte: Bol.com.br

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