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F-1 é esporte de rico? Conheça trajetória de campeões que vieram de baixo

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Imagine que seu filho ou filha lhe peça para começar a andar de kart porque sonha em ser campeão de Fórmula 1. Muitos podem pensar em dissuadir a criança deste sonho pensando que não tem como bancar um esporte tão caro. Mas engana-se quem pensa que apenas filhos de pais abastados conseguem chegar lá.

Dos campeões do mundo que estarão alinhados no grid dia 20 de março para o início da temporada de 2016 da Fórmula 1, apenas Jenson Button veio de uma família de classe média alta. Fernando Alonso, Kimi Raikkonen, Lewis Hamilton e Sebastian Vettel só chegaram à categoria máxima do automobilismo com muito esforço de suas famílias e o apoio de patrocinadores.

Alonso contou com padrinho
Alonso começou a brincar com o kart aos 4 anos, quando o pai, fã de corridas, construiu um modelo com peças usadas para dar de presente de natal para sua irmã. Como Lorena deixou o presente de lado, o caçula logo se aproveitou.

Mesmo vencendo campeonatos locais e trabalhando como mecânico de pilotos mais jovens para ajudar o pai, especialista em explosivos de minas, com quem viajava de carro por toda a Espanha para competir, Alonso jamais teria sequer tido uma carreira no kart caso não tivesse sido apadrinhado por Josep Marcó, que tinha uma equipe própria e acabou se tornando um segundo pai para o asturiano em sua pré-adolescência. Com as vitórias obtidas no kart, incluindo o campeonato mundial, teve uma chance nos carros de fórmula e, dois anos depois, já contratado por Flavio Briatore, chegou à F-1.

Raikkonen ficou sem banheiro

Reprodução/Facebook

Quando apresentou os karts aos filhos, Kimi (do lado esquerdo, na foto) e Rami, Matti Raikkonen só queria que os meninos tivessem algo para se divertir. Especialista em maquinário e casado com uma secretária, o pai do campeão de 2007 não tinha condições de bancar a carreira de nenhum dos dois. Porém, à medida que a brincadeira foi ficando séria, chegou a ter três empregos, trabalhando também como taxista e porteiro.

Entre um empréstimo e outro, a família certa vez teve de decidir entre seguir nos campeonatos ou construir um sonhado banheiro dentro da casa – nas construções mais antigas na Finlândia, é comum que o banheiro fique do lado de fora. Não tiveram dúvidas e lá foram para outra competição. Com os resultados que lhe deram uma ascensão meteórica, Kimi chamou a atenção do empresário Steve Robertson e chegou à F-1 aos 21 anos.

Pai de Hamilton teve 3 empregos
Neto de imigrandes caribenhos, Lewis Hamilton passou a infância nos chamados council flats, moradias populares voltadas à população de baixa renda na Inglaterra. A brincadeira começou com carrinhos de controle remoto e o talento do menino fez o pai lhe comprar um kart usado quando ele tinha 6 anos. Anthony Hamilton chegou a trabalhar em três empregos para sustentar a carreira do menino até que, aos 13 anos, Lewis foi contratado pela McLaren em seu programa de desenvolvimento de pilotos.

Vettel fez propaganda de vodca aos 12
Filho de carpinteiro e dona de casa, Vettel veio de uma cidadezinha de 25 mil habitantes no sul da Alemanha. A brincadeira com o kart começou aos 4 anos, no quintal de casa. Mas o espaço era tão pequeno que seu pai costumava molhar o chão, uma vez que o único jeito de fazer as curvas era de lado.

Vendo o talento do filho, Norbert vendeu o carro e passou a levar o menino para feiras em busca de patrocínio. Valia qualquer coisa, até estampar marca de vodca no macacão mesmo aos 12 anos. Em uma das competições de kart, o menino chamou a atenção da Red Bull, que começou a lhe apoiar aos 13. Apadrinhado também pela BMW, o menino teve uma evolução rápida em todas as categorias que disputou até chegar à F-1 aos 19.

Juntos, os quatro somam hoje 10 títulos mundiais e provam que a máxima de que a Fórmula 1 é esporte de rico não é verdadeira.

Fonte: Bol.com.br

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