Últimas

Fiel às tradições, Mangueira aposta em Bethânia para voltar a ser campeã

Vivendo seu maior jejum de títulos –não conquista o campeonato desde 2002–, a Mangueira traz, ao mesmo tempo, uma fórmula de sucesso e uma aposta ousada para voltar ao protagonismo do Carnaval carioca. Campeã diversas vezes homenageando grandes nomes da cultura nacional, como Monteiro Lobato, Braguinha, Dorival Caymmi, Carlos Drumond de Andrade e Chico Buarque, a verde e rosa leva para a Sapucaí o enredo “Maria Bethânia, a Menina dos Olhos de Oyá”.

Desfiles da primeira noite do Grupo Especial do Rio

Por outro lado, comandando o barracão, está um estreante no Grupo Especial, o carnavalesco Leandro Vieira, que em 2015 foi responsável pelo desfile da Caprichosos de Pilares, no Grupo de Acesso. “Sempre me interessei pela música brasileira e, ao acertar minha vinda para a Mangueira, trouxe a ideia de retratar a vida e obra de Bethânia na avenida. Um tema com a cara da escola”, disse o carnavalesco.

Primeiro setor
A Mangueira abre o seu desfile trazendo a contribuição do candomblé para a formação da personalidade de Maria Bethânia, que é filha de Iansã com Oxum e batizada no culto de Keto. O primeiro setor traz signos ligados aos dois orixás.

Segundo setor
A religiosidade do Recôncavo Baiano, terra natal da cantora, é exaltada. Bethânia carrega em si um pedaço da Bahia de lendas, patuás, balangandâs, rosários e contas. O setor mostra o diálogo entre o catolicismo e o candomblé, onde Iansã é Santa Barbara e onde São Cosme e São Damião são Ibejis.

Terceiro setor
Apresenta o Brasil que Bethânia guarda na voz. É o país nordestino, folclórico, de raiz indígena, negro e que é simbolizado pelo show “Opinião”, quando seu trabalho surge no cenário musical brasileiro.

Quarto setor
Neste trecho do desfile, a Mangueira traz os principais sucessos imortalizados na voz de Maria Bethânia. Canções como “Fera Ferida”, “Explode Coração”,  “Abelha Rainha”, “Esotérico”e “Oração à Mãe Menininha” serão relembradas.

Quinto setor
Enfoca os grandes espetáculos protagonizados por Maria Bethânia, em que teatro, literatura, poesia e música dialogam livremente. Surgirão menções a shows antológicos como “Cena Muda”, “Pássaro da Manha”, “A Hora da Estrela”, “Brasileirinho” e “Rosa dos Ventos”.

Sexto setor
A verde e rosa encerra o seu desfile apresentando Santo Amaro da Purificação e trazendo todo o universo de D. Canô, mãe de Bethânia. As manifestações populares que embalaram a cantora na infância, como as novenas, serão homenageadas. Em um carro que simboliza o circo, que tanto a encantou desde a tenra idade, a cantora encerrará o desfile.

Fonte: Bol.com.br

Deixe seu comentário

Comentários via Facebook

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *