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Furto de smartphone gera campanha #devolvecinthia

Suposto autor do furto do telefone desdenha da situação e não demonstra preocupação com uma punição eventual. Foto: Reprodução/Facebook
Suposto autor do furto do telefone desdenha da situação e não demonstra preocupação com uma punição eventual. Foto: Reprodução/Facebook

Um fato cotidiano – o furto de um telefone celular – está chamando atenção nas redes sociais. A questão envolve uma designer recifense, que teve um aparelho furtado quatro dias atrás, e o provável autor do delito. O inusitado do caso é que vítima e “bandido” estão “negociando” a devolução do aparelho através de uma rede social.

O roubo aconteceu na Quarta-feira de Cinzas, durante o encerramento do carnaval em Olinda, semana passada. Na timeline da designer Célia Lins, no Facebook, ela postou uma mensagem sobre o furto do telefone. Depois, por meio de outro número, passou a trocar mensagens via WhatsApp com o número do chip roubado. Por um aplicativo de navegação, a dona do aparelho tentou localizá-lo, mas até o momento, sem sucesso.

Pela timeline da designer, é possível ter acesso a várias imagens (prints) das conversas via WhatsApp, onde o autor ou autora do crime desdenha da situação. Em alguns trechos, fala-se sobre possíveis locais para a devolução do aparelho, como o Centro de Convenções e o Aeroporto Internacional dos Guararapes. Depois, o clima muda e o autor (a) do delito não se abala com a insistência de Célia em ter o aparelho devolvido. “Qualquer coisa manda a intimação pra mim”, diz uma das mensagens. Em outra, desdenha: “Falei pra você vir aqui, não veio, posso fazer nada”.

Célia Lins confirmou ao Diario que o aparelho e o chip não foram devolvidos. “Eu fui à Delegacia de Santo Amaro e lá informaram que teria de ir a Olinda, uma vez que o furto ocorreu lá. Prestei um Boletim de Ocorrência no site da Polícia Civil e já fui na Central de Flagrantes, sem sucesso. Consegui uns endereços via navegador, mas até agora nada. Me mandaram à Delegacia do Varadouro, mas só abre às 19h. Estou indo na de Casa Caiada tentar novamente. A pessoa não quer devolver de maneira nenhuma”, disse Célia.

Na tentativa de pressionar o autor do furto a devolver o objeto, que possui informações importantes, como contatos e endereços de e-mails, a designer criou a campanha com a hastag #devolvecinthia. Já foram mais de 200 compartilhamentos entre os amigos e conhecidos de Célia na tentiva de ajudá-la a ter o telefone recuperado. Cinthia seria o suposto nome da pessoa que furtou o aparelho. A reportagem do Diario ligou inúmeras vezes para o número cujo chip foi furtado. Na primeira chamada, a ligação caiu na caixa postal após vários toques. Depois, o número nem sequer chamava mais e caia diretamente na caixa postal. 

A reportagem também entrou em contato com a Central de Flagrantes, mas foi informada de que não havia nenhuma ocorrência nem Boletim de Ocorrência registrados. “A pessoa que está com o meu aparelho tentou movimentar minha conta bancária. Com as tentativas erradas de senha, o banco me ligou solicitando a mudança do código. No meu drive, tambem tive acesso ao RG do suposto marido de uma das pessoas que furou o aparelho. São duas irmãs que ficam se alternando nas mensagens”, afirmou Célia. 

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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