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Governo federal estuda punir quem não permitir entrada de agentes de combate ao Aedes

Nesta semana, 55 mil integrantes das Forças Armadas estão visitando casas e locais públicos para aplicar larvicida. Foto: Hesíodo Goes/ DP
Nesta semana, 55 mil integrantes das Forças Armadas estão visitando casas e locais públicos para aplicar larvicida. Foto: Hesíodo Goes/ DP

A recusa de abrir as portas para os agentes que combatem o mosquito Aedes aegypti é um dos principais problemas na guerra contra a dengue, a chikungunya e o zika vírus, ligado à microcefalia. Ontem, a presidente Dilma Rousseff encomendou um estudo à Advocacia-Geral da União para saber se é possível aplicar multa a pessoas que não permitirem a entrada de agentes de saúde em suas casas ou reincidirem na manutenção de focos do mosquito.

Segundo o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, a ideia foi discutida em reunião de balanço sobre o dia de mobilização nacional contra o mosquito, realizado no último sábado. “Veio a possibilidade de estabelecimento de multa como forma de acionar os proprietários dos terrenos baldios e residências fechadas. Alguns municípios já aplicam”, disse. O ministro da Saúde, Marcelo Castro, lembrou que, com a edição da Medida Provisória para garantir a inspeção das residências, o governo poderá até mesmo entrar à força em locais fechados ou abandonados.

Segundo dados do governo, a força-tarefa batizada de “zika zero” esteve presente em 428 municípios e visitou 2,865 milhões residências em todo país. Dessas, 295 mil estavam fechadas e 15 mil não permitiram a entrada dos militares e agentes de saúde.

Para o ministro da Defesa, Aldo Rebelo, a mobilização contra o Aedes, que contou com a participação de 220 mil militares, “alcançou plenamente os objetivos”. Ele lembrou que o esforço prossegue esta semana, com 55 mil integrantes das Forças Armadas visitando casas e locais públicos para aplicar larvicidas e eliminar criadouros de mosquitos.

Sobre a queixa do almirante-de-esquadra Ademir Sobrinho, de que os R$ 136 milhões que as Forças Armadas solicitaram ao Ministério do Planejamento para atuar ao longo da campanha ainda não foram liberados, Aldo disse que essa questão não está em discussão.

Sem dúvidas
Diante dos questionamentos sobre a relação entre a infecção do vírus da zika e o aumento do número de casos de bebês com microcefalia, Castro afirmou que o governo não tem “nenhuma dúvida” que um caso esteja relacionado com o outro. “Não há nenhuma dúvida que a epidemia de microcefalia que nós estamos vivendo hoje tem como causa direta a epidemia do zika vírus. Onde é que está havendo epidemia de microcefalia hoje no Brasil? Onde teve epidemia de zika.”

Apesar da relação, o ministro não deu um prazo sobre quando o governo vai começar a distribuir repelentes às grávidas inscritas no programa Bolsa Família. Segundo ele, o acordo já foi fechado com os fabricantes dos produtos, mas só será colocado em prática quando as empresas tiveram capacidade de fornecer grandes quantidades dos produtos sem que isso provoque um desabastecimento na rede de farmácias do país.

Fonte: Diário de Pernambuco
Matéria originalmente publicada pelo site Diário de Pernambuco

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